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Agência aponta falhas no escudo de Chernobyl após ataque e recomenda reforma completa

Estrutura de contenção, financiada por 45 países e concluída em 2019, perdeu capacidade de isolamento radioativo após danos registrados em fevereiro

TVGO - Redação
Por TVGO - Redação
Agência aponta falhas no escudo de Chernobyl após ataque e recomenda reforma completa
Reprodução/Redes sociais
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A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) informou que a estrutura construída para isolar o material radioativo do reator 4 de Chernobyl, na Ucrânia, deixou de garantir o confinamento adequado após danos provocados por um ataque com drones em fevereiro deste ano. A constatação foi divulgada em relatório técnico da agência, que mantém equipes permanentes no local.

Segundo o diretor-geral da AIEA, Rafael Mariano Grossi, intervenções emergenciais foram realizadas na cobertura, mas não foram suficientes para retomar a eficiência total do sistema de contenção. A agência recomenda uma restauração ampla da estrutura, conhecida como Novo Confinamento Seguro (NSC), instalada entre 2010 e 2019. O projeto, financiado por cerca de 45 países e instituições internacionais, representou um investimento aproximado de 2,1 bilhões de euros.

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Grossi destacou que não foram identificados danos nas bases de sustentação do NSC nem nos sistemas de monitoramento radiológico. Ainda assim, reforçou que a manutenção integral é necessária para preservar a segurança operacional da área onde ocorreu, em 1986, o maior acidente nuclear já registrado.

O local voltou a ser alvo de atenção durante o conflito entre Rússia e Ucrânia. Em 2022, tropas russas assumiram o controle da usina de Chernobyl nos primeiros dias da ofensiva militar e permaneceram ali por pouco mais de um mês, período em que trabalhadores ucranianos permaneceram retidos na instalação.

O NSC foi projetado para cobrir o reator destruído e permitir a continuidade das ações de tratamento e desmontagem dos resíduos. A estrutura, considerada a maior instalação móvel terrestre já construída, foi planejada para operar durante cem anos. O desafio atual é impedir que o desgaste causado pelos danos recentes comprometa as etapas seguintes de gerenciamento dos rejeitos nucleares.

A explosão ocorrida em abril de 1986 liberou radiação que atingiu amplas regiões da Ucrânia, Belarus e Rússia. De acordo com dados reunidos por organismos internacionais, mais de 30 pessoas morreram nos primeiros dias após o acidente e diversas populações seguem apresentando impactos relacionados à exposição radioativa, incluindo aumento de registros de câncer e outras doenças nas áreas afetadas.

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