“Sou o pai mais feliz de Guaíba”, diz Daniel Santos, de 49 anos. Depois de três anos e sete meses, recebeu a notícia que seu filho Lucas, de seis, vai receber um transplante de medula óssea compatível. Aos dois anos, ele foi diagnosticado com leucemia. Enquanto o dia não chega, o artesão vende seus quadros pintados na cidade para conseguir pagar as despesas extras dos dias que vai ficar com o menino no Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba.
Essa história é de luta. Sua mulher, Silvane, teve que parar de fazer seu trabalho de limpeza para se dedicar a saúde de seu único filho. Acompanhava ele em várias sessões de quimioterapias e diversos tratamentos, em Porto Alegre e Santa Maria, até conseguir o doador, de Campo Mourão (Paraná). “Sem esse gesto de solidariedade ele iria ficar a vida inteira com a doença, agora a chance de cura é de 100%”, comemora o pai.
Daniel está há mais de 15 dias vendendo seus quadros, divulgando nas redes sociais, no whatsaap e nas ruas de Guaíba. Neles estão escritos frases de boas energias, como “é proibida a entrada de más energias”, “ser mãe é bom, mas ser avó é ainda melhor” e “amor por um mate”. No edifício The Winner, no Centro, bate de porta em porta pedindo ajuda, vende o que cabe em sua bolsa - entre 15 e 20 quadros. Cada um custa R$ 20 reais, preço de custo que está quase fechando o valor de sua meta: R$ 8 mil.