Com base em informações publicadas pelo Jornal Butiá Notícias, o município de Butiá registrou até o momento 139 casos de Esporotricose em gatos e 22 em humanos. A enfermidade é causada por um fungo transmissível entre animais e pessoas, exigindo acompanhamento constante das autoridades de saúde.

De acordo com o secretário municipal de Saúde, Ederson Pizzio, a notificação sistemática da doença começou a ser feita após a identificação dos primeiros casos. Desde então, a prefeitura estruturou um plano de contingência que prevê registro obrigatório das ocorrências, fornecimento de tratamento para humanos e animais, além de medidas de prevenção.
O município informou ainda que busca alternativas para a destinação adequada de animais que venham a óbito em decorrência da doença ou que precisem ser sacrificados, por meio da instalação de um incinerador ou de convênios com instituições que já possuam o equipamento. A Secretaria de Saúde orienta que animais doentes não sejam enterrados em terrenos, prática que mantém o fungo ativo no solo e pode ampliar o risco de contaminação.
A Esporotricose se manifesta por meio de feridas e nódulos, tanto em humanos quanto em gatos. Em casos de suspeita, os tutores são orientados a fotografar as lesões e enviar as imagens à Vigilância Ambiental, instalada no prédio anexo à Secretaria de Saúde. Uma médica veterinária faz a avaliação e, quando necessário, disponibiliza a medicação para início imediato do tratamento. O atendimento ocorre diariamente no turno da tarde.

Segundo a Secretaria, a presença de gatos sem tutor que morrem em áreas públicas ou terrenos baldios pode manter o fungo ativo no ambiente, representando risco para outros animais e também para pessoas que tenham contato com o solo. Por isso, as medidas de controle vêm sendo reforçadas pelo município.