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Quarta-feira, 19 de Agosto 2026
🚔 Segurança e Justiça

MPRS cobra cronograma para ampliar uso de câmeras corporais na Brigada Militar no interior do RS

Inquérito busca esclarecimentos sobre ausência dos equipamentos em batalhões fora da Região Metropolitana

TVGO - Redação
Por TVGO - Redação
MPRS cobra cronograma para ampliar uso de câmeras corporais na Brigada Militar no interior do RS
Gabriel Lopes/SSP
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O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) instaurou inquérito para apurar a ausência de câmeras corporais em unidades da Brigada Militar no interior do estado e em batalhões especializados da corporação. A medida ocorre após a divulgação de dados oficiais que apontam redução em indicadores de confrontos e mortes desde o início da utilização dos equipamentos em parte da tropa na Região Metropolitana.

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As câmeras passaram a ser utilizadas pela Brigada Militar em outubro de 2024 em municípios como Porto Alegre, Gravataí, Viamão, Alvorada e Cachoeirinha. Segundo o MPRS, o objetivo da investigação é obter informações do governo do Estado sobre os critérios adotados para distribuição dos equipamentos e solicitar um cronograma de expansão da tecnologia para outras regiões.

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De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), os registros do primeiro ano de funcionamento do sistema apontaram queda de 74% nos conflitos envolvendo policiais, redução de 87% nos casos de resistência, 70% nas ocorrências de desacato e 65% nos registros de desobediência. As mortes decorrentes de ações da Brigada Militar tiveram redução de 59% no período analisado.

Apesar dos números apresentados pela SSP, o sistema ainda não está disponível em diversas regiões do estado, incluindo cidades do interior e áreas do Vale dos Sinos. O uso também não foi implantado em batalhões considerados especializados, como o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e o Batalhão de Choque.

Atualmente, a Brigada Militar possui cerca de 1.250 câmeras corporais para um efetivo aproximado de 18 mil policiais militares. O Ministério Público avalia que o equipamento pode contribuir para o acompanhamento das abordagens policiais, além de auxiliar na produção de provas em investigações envolvendo ações da corporação.

A promotora de Justiça de Controle Policial, Anelise Haertel Grehs, afirmou que imagens registradas pelos dispositivos já foram utilizadas em apurações relacionadas a denúncias contra agentes de segurança.

Conforme o MPRS, o procedimento prevê diálogo com o governo estadual e com a Brigada Militar para discutir a ampliação do sistema. Caso não haja definição sobre a expansão, o órgão poderá recorrer à Justiça para solicitar a implementação das câmeras em toda a corporação.

Em nota, a Brigada Militar informou que a ampliação integral do programa teria custo estimado em R$ 3,6 milhões mensais. A corporação também confirmou a assinatura de convênio com o Ministério da Justiça e Segurança Pública para aquisição de 1.745 novos equipamentos.

Segundo a BM, a prioridade de distribuição será para municípios com mais de 100 mil habitantes. Em relação aos batalhões de elite, a corporação informou que essas unidades atuam em operações consideradas de maior complexidade.

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Especialistas da área de segurança pública apontam que a tendência é de ampliação do uso das câmeras corporais em diferentes estados brasileiros, tanto para registro de ocorrências quanto para acompanhamento de atendimentos prestados pela polícia em situações de resgate e socorro.

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