A Câmara aprovou, nesta terça-feira (22), o projeto de lei que cria o programa "Blitz Escolares" em frente a colégios da cidade. De autoria do vereador João Bosco Ayala (PL), tem por objetivo, além das questões relacionadas à circulação de veículos e pedestres, coibir presença de qualquer tipo de atividade ilícita no entorno do ambiente escolar, como drogadição ou porte irregular de armas.
O trabalho deverá ser feito pela Secretaria de Mobilidade Urbana e Segurança, com o apoio do Conselho Tutelar e Brigada Militar. Em discurso na sessão plenária, Ayala destacou que o projeto tem uma caminhada longa dentro da Casa, que teve interesse em zelar pela segurança em frente das instituições de ensino: "a escola é, sem dúvida nenhuma, o olhar da comunidade", diz. Ele enfatizou que as operações nas blitze não vão demorar - terão cerca de 20 a 30 minutos. "Representa muito para os professores. Vamos ter a sensação de segurança através de uma simples ação como essa", disse.
A proposta já apareceu na Câmara em 2018, de autoria do vereador e da vereador Claudinha Jardim (DEM). Segundo a justificativa, o objetivo é prevenir o acesso precoce a bebidas alcoólicas e outras drogas, que vem crescendo assustadoramente entre os estudantes. A maioria dos casos de experimentação ocorre na adolescência, período em que a maior parte frequenta a escola.
Para Ayala, "quando o assunto são as drogas, o papel principal da escola deve ser a prevenção primária, ou seja, evitar a experimentação, por meio da redução dos fatores de risco, e dos reforços dos fatores de proteção. Sabemos que a maioria dos professores está muito preocupada com este problema. Se torna cada vez mais cotidiano na realidade, não possuindo estrutura para viabilizar ações que possam tratar desta questão tão grave, alarmante e preocupante."
Além das blitze nos horários de ingresso nas escolas, terão encontros e palestras para a conscientização dos alunos e comunidades escolares sobre a importância do programa, promovendo o desenvolvimento da cultura da paz.