O cantor e compositor Pedro Ortaça, de 83 anos, recebeu alta hospitalar no sábado (7), após passar por uma cirurgia de amputação da perna direita. O procedimento foi realizado na quinta-feira (5), no Hospital de Clínicas de Ijuí, onde o artista permaneceu internado por quatro dias. A cirurgia foi indicada em razão de problemas vasculares que comprometeram a circulação sanguínea nos membros periféricos.
De acordo com informações repassadas pela família, a falta de circulação adequada nas veias da perna levou à necessidade da amputação. Segundo Gabriel Ortaça, filho do músico, a decisão médica levou em conta o avanço do quadro clínico e os riscos associados à idade do paciente. Após o procedimento e o período de observação hospitalar, Pedro Ortaça apresentou evolução considerada estável, o que possibilitou a liberação para recuperação em casa.
A família do cantor está residindo em Ijuí há cerca de um ano para acompanhar de forma mais próxima o tratamento de saúde do artista, que enfrenta complicações relacionadas a doenças vasculares e ao diabetes. Em 2021, Pedro Ortaça já havia passado por outro procedimento cirúrgico, uma safenectomia, realizada em Porto Alegre, como parte do acompanhamento médico dessas condições.
Pedro Ortaça é reconhecido como um dos principais nomes da música missioneira e nativista do Rio Grande do Sul. Ele é o último integrante vivo dos chamados Troncos Missioneiros, grupo que também contou com Jayme Caetano Braun, Noel Guarany e Cenair Maicá, artistas que marcaram a música regional gaúcha ao longo do século XX.
Nascido em 29 de junho de 1942, na localidade de Pontão de Santa Maria, no município de São Luiz Gonzaga, região dos antigos Sete Povos das Missões, o cantor construiu sua trajetória artística retratando aspectos históricos, culturais e sociais do povo missioneiro. Ao longo da carreira, atuou como cantor, compositor e violinista, consolidando um repertório ligado à identidade regional.
Entre as composições mais conhecidas de Pedro Ortaça estão “Guasca”, “Pampa Livre”, “Eu Sou do Sul”, “Timbre de Galo” e “A Volta do Sorro Manso”, músicas que seguem presentes em festivais, gravações e apresentações ligadas à música tradicional do Rio Grande do Sul. Após a alta hospitalar, o cantor segue em recuperação domiciliar, acompanhado pela família e por orientação médica.
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