Cerca de 20 presos permanecem sob custódia em delegacias e outras unidades policiais do Rio Grande do Sul, enquanto aguardam transferência para o sistema prisional. A situação foi denunciada pela UGEIRM Sindicato, entidade que representa servidores da Polícia Civil no Estado.
De acordo com o sindicato, alguns dos detentos aguardam encaminhamento desde a última terça-feira (15). A entidade atribui o problema à falta de vagas no Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Prisional (Nugesp), estrutura responsável pela triagem e pelo encaminhamento dos presos antes da transferência para estabelecimentos prisionais.
Ainda conforme a UGEIRM, a situação teria levado presos a permanecerem inclusive em celas de Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher (DEAMs).
A permanência dos detentos nas unidades policiais exige que agentes da Polícia Civil e da Brigada Militar sejam mobilizados para realizar a custódia e a vigilância, segundo o sindicato.
Para a entidade, isso reduz o número de profissionais disponíveis para atividades como investigações, atendimento à população e policiamento, além de aumentar os riscos enfrentados por servidores e pelas pessoas que procuram as unidades.
O vice-presidente da UGEIRM, Fábio Castro, afirma que o problema não é pontual e que situações semelhantes vêm se repetindo ao longo dos últimos anos.
Diante do cenário, o sindicato cobra providências imediatas da Chefia de Polícia para viabilizar a transferência dos detentos e liberar as unidades policiais.
A UGEIRM informou ainda que a situação já foi encaminhada ao Ministério Público e também é objeto de uma ação civil pública.
Até o momento, não foram apresentadas no material divulgado manifestações da Polícia Civil ou da administração penitenciária sobre a situação apontada pelo sindicato.
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