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Quarta-feira, 23 de Setembro 2026
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Cerca de 20 pr3s0s aguardam transferência em delegacias por falta de vagas no sistema prisional do RS

Segundo sindicato de policiais civis, alguns detentos estariam sob custódia em unidades policiais desde a última terça-feira (15). Entidade afirma que situação compromete efetivo destinado ao atendimento da população e às investigações.

TVGO - Redação
Por TVGO - Redação
Cerca de 20 pr3s0s aguardam transferência em delegacias por falta de vagas no sistema prisional do RS
Foto: Reprodução Canva
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Cerca de 20 presos permanecem sob custódia em delegacias e outras unidades policiais do Rio Grande do Sul, enquanto aguardam transferência para o sistema prisional. A situação foi denunciada pela UGEIRM Sindicato, entidade que representa servidores da Polícia Civil no Estado.

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De acordo com o sindicato, alguns dos detentos aguardam encaminhamento desde a última terça-feira (15). A entidade atribui o problema à falta de vagas no Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Prisional (Nugesp), estrutura responsável pela triagem e pelo encaminhamento dos presos antes da transferência para estabelecimentos prisionais.

Ainda conforme a UGEIRM, a situação teria levado presos a permanecerem inclusive em celas de Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher (DEAMs).

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A permanência dos detentos nas unidades policiais exige que agentes da Polícia Civil e da Brigada Militar sejam mobilizados para realizar a custódia e a vigilância, segundo o sindicato.

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Para a entidade, isso reduz o número de profissionais disponíveis para atividades como investigações, atendimento à população e policiamento, além de aumentar os riscos enfrentados por servidores e pelas pessoas que procuram as unidades.

O vice-presidente da UGEIRM, Fábio Castro, afirma que o problema não é pontual e que situações semelhantes vêm se repetindo ao longo dos últimos anos.

Diante do cenário, o sindicato cobra providências imediatas da Chefia de Polícia para viabilizar a transferência dos detentos e liberar as unidades policiais.

A UGEIRM informou ainda que a situação já foi encaminhada ao Ministério Público e também é objeto de uma ação civil pública.

Até o momento, não foram apresentadas no material divulgado manifestações da Polícia Civil ou da administração penitenciária sobre a situação apontada pelo sindicato.

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