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Segunda, 23 de maio de 2022

🏭 Economia e Negócios

CMPC apresenta RS + Renda, programa de fomento para agricultures de 71 cidades

Proposta é dar suporte para incentivar o cultivo do eucalipto

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Com o objetivo de estimular a bioeconomia no Rio Grande do Sul por meio da produção de eucalipto, a CMPC está lançando seu primeiro programa de fomento florestal no Brasil. Denominado RS+Renda, trata-se de uma ação alicerçada na prática de geração de valor compartilhado, que possibilita aos produtores rurais e proprietários de terras passarem a integrara cadeia produtiva da companhia, diversificando sua produção e auferindo renda.

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“O Rio Grande do Sul tem vocação para o agronegócio, com clima favorável e tradição histórica no campo. Com o RS+Renda, queremos ampliar a prática da silvicultura, um cultivo sustentável e que hoje está presente em somente 4,3% das propriedades rurais do estado. Nosso propósito é incentivar o desenvolvimento da bioeconomia em solo gaúcho, somando esforços à pujante silvicultura brasileira. Ao promovermos o manejo responsável do eucalipto, estamos estimulando uma prática que captura carbono da atmosfera e que contribui com a consolidação do sistema agroflorestal, onde não há uma competição entre culturas, mas sim ouso do solo com diferentes cultivos em uma mesma área”, explica Mauricio Harger, diretor geral da CMPC no Brasil.

Com a meta de alcançar o plantio de 15 mil hectares ainda em 2022, oRS+Rendabusca dar suporte ao aumento de capacidade produtiva de 350 mil toneladas que será proporcionado pelo BioCMPC, considerando que, por ser uma empresa de capital estrangeiro, a CMPC não pode adquirir terras rurais no Brasil. No entanto, a companhia  precisa crescer em área de plantio para abastecer esse incremento da unidade.

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Voltado para produtores rurais e donos de campos no Rio Grande do Sul, o RS+Renda é um dos únicos programas de fomento do setor que oferece suporte para a elaboração e implementação dos Planos de Recuperação de Áreas Degradadas (PRADs), vinculados ao Cadastro Ambiental Rural (CAR). O atendimento da legislação ambiental, incluindo os PRADs, é requisito para concessão de financiamento, de forma que ter orientação e suporte para lidar com essa exigência se torna um diferencial competitivo principalmente ao pequeno produtor.

Impacto social e desenvolvimento local – Segundo Harger, ao engajar produtores rurais como fornecedores de madeira, o RS+Renda possibilita a diversificação das fontes de renda da propriedade e a garantia de adequação à legislação ambiental com consequente incremento dos serviços ecossistêmicos, promovendo o desenvolvimento local.“Este é um programa que tem como premissa o desenvolvimento local também porque estimula a permanência das pessoas no campo e proporciona o incremento de outras atividades rurais geradoras de renda. O RS+Renda está em pleno acordo com o que foi debatido na COP26, na qual foi amplamente destacado o papel das florestas plantadas como aliadas do meio ambiente por meio do seqüestro de carbono”, complementa.

Na prática, os produtores rurais que aderirem ao RS+Renda terão como benefícios a possibilidade de subsídio financeiro para implantação, o suporte técnico para o cultivo, o apoio para a implementação do Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), a oportunidade de antecipação da compra da madeira, bem como a garantia da aquisição. A CMPC irá dispor também de auxílio no combate a incêndios florestais e proporcionará suporte técnico ao licenciamento ambiental da propriedade. “A CMPC oferece desde a disponibilização de mudas, orientação sobre o preparo do solo e acesso a insumos necessários à silvicultura, além de apoio durante todo o processo produtivo e a responsabilidade por realizar a colheita e o transporte”, completa Harger.

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Focado na região Sul do estado, o programa abrange produtores rurais de 71 municípios gaúchos. O programa conta com quatro modalidades de participação:

  • Parceria: a CMPC realiza todas as atividades desde o plantio da floresta até a colheita e transporte da madeira. Após a colheita, o produtor rural recebe o pagamento equivalente a 50% do volume da madeira colhida sem casca.
  • Parceria com compras antecipadas: a CMPC realiza todas as atividades desde o plantio da floresta até a colheita e transporte da madeira. O produtor rural receberá o pagamento equivalente a 50% do volume da madeira colhida sem casca dividido de duas formas: pagamento antecipado do valor referente a até 70% do volume produzido por hectare anualmente (Incremento Médio Anual) e 30% no inventário pré-corte e após o recebimento da madeira no depósito CMPC (volume real ajustado).
  • Fomento: CMPC se compromete com o fornecimento de mudas, assistência técnica, colheita e transporte da madeira, além de possibilitar subsídio para financiamento da implantação. Enquanto isso, o produtor é responsávelpelo plantio e tratos culturais, contratando e pagando a mão de obra capacitada. Também realiza a compra dos insumos para plantio e garante a manutenção da licença ambiental. Nesta modalidade, o produtor tem direito a 100% do valor da madeira.
  • Fomento Social: voltado a produtores rurais de pequeno porte, é similar ao Fomento, com a diferença de que a CMPC disponibiliza suporte técnico para a obtenção da licença ambiental. O produtor também tem direito a 100% do valor da madeira nesta opção.

Bioeconomia –Considerado um dos primeiros negócios inclusivos de bioeconomia no Brasil, o programa estimula a silvicultura produtiva do eucalipto, respeitando normas de um rigorosmanejo florestal, além de contribuir para a diminuição dos impactos do efeito estufa. De acordo com Mauricio Harger, o RS+Renda trará benefícios para todo o ecossistema em que a CMPC está inserida.

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“Sob a perspectiva da sustentabilidade, trata-se de um projeto carbono negativo e que contribui para a ampliação da produção de matérias-primas renováveis e biodegradáveis, fazendo uso somente de áreas já degradadas ou utilizadas por outras culturas. Para os produtores rurais, o programa pode ser considerado uma verdadeira poupança verde (constituída a partir de atividade totalmente sustentável) e uma alternativa de renda democrática. Para nós, da CMPC, o programa representa um novo movimento de aproximação da empresa com as comunidades rurais do Rio Grande do Sul, além de contribuir com a expansão de nossa base florestal”, explica o executivo.

Mais informações sobre o programa RS+Renda podem ser obtidas pelo site rsmaisrenda.com.br, em que os produtores também poderão fazer uma simulação do quanto podem ganhar plantando eucalipto e comparar com o resultado de plantar soja, por exemplo. A CMPC garantirá o valor pago antes mesmo da colheita, com a possibilidade de oferecer subsídio para o plantio e também antecipar o pagamento pela colheita.

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