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Sexta-feira, 29 de Maio 2026
🏥 Saúde

Cobertura vacinal contra a gripe permanece abaixo de 50% entre idosos, gestantes e crianças no RS

Estado chega próximo ao fim da campanha com 42% de imunização e aumento da circulação de vírus respiratórios

TVGO - Redação
Por TVGO - Redação
Cobertura vacinal contra a gripe permanece abaixo de 50% entre idosos, gestantes e crianças no RS
Cristine Rochol/PMPA
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A campanha de vacinação contra a influenza entra em seus últimos dias no Rio Grande do Sul com índices abaixo das metas estabelecidas pelas autoridades de saúde. Dados divulgados pelo Ministério da Saúde apontam que, até quarta-feira (27), apenas 42% do público-alvo havia recebido a vacina pelo Sistema Único de Saúde (SUS), enquanto a meta estipulada para os grupos prioritários é alcançar 90% de cobertura.

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Entre os segmentos considerados mais vulneráveis às complicações da doença, as crianças de seis meses a menores de seis anos apresentam o menor índice de adesão. Das crianças aptas a receber o imunizante, apenas 25% foram vacinadas até o momento, o equivalente a uma em cada quatro.

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O levantamento mostra que, dos mais de 3 milhões de gaúchos que integram os grupos prioritários da campanha, cerca de 1,32 milhão receberam a dose. Com isso, aproximadamente 1,7 milhão de pessoas permanecem sem proteção vacinal às vésperas do encerramento oficial da mobilização, previsto para o dia 30 de maio.

Além das crianças, gestantes e idosos também apresentam índices considerados baixos. A cobertura vacinal alcança 45% entre as grávidas e 46% entre pessoas com 60 anos ou mais. Os três grupos estão entre aqueles que registram maior risco de hospitalização e complicações associadas à influenza.

O cenário ocorre em um período de aumento da circulação de vírus respiratórios no Estado. Na última semana, o Rio Grande do Sul passou a integrar a categoria de risco para doenças respiratórias, conforme monitoramento da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em razão do crescimento dos casos registrados.

Segundo informações do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS), aproximadamente 70% das ocorrências de influenza identificadas atualmente envolvem crianças e idosos. A diretora do órgão, Tani Ranieri, afirma que a ampliação da cobertura vacinal é uma das principais medidas para reduzir internações e a pressão sobre os serviços de urgência e emergência durante o inverno.

Na Capital, os índices seguem a mesma tendência observada no restante do Estado. Em Porto Alegre, cerca de 199 mil pessoas foram vacinadas entre um público estimado em quase 400 mil integrantes dos grupos prioritários, resultando em cobertura de 49%. Entre as crianças, o percentual chega a 27%.

A vacina disponibilizada pelo SUS é do tipo trivalente e oferece proteção contra os vírus Influenza A (H1N1), Influenza A (H3N2) e uma cepa da Influenza B. Conforme especialistas, a imunização reduz o risco de desenvolvimento de formas graves da doença, hospitalizações e óbitos. O efeito protetivo costuma ser alcançado cerca de 15 dias após a aplicação.

Para reforçar os estoques nos municípios, o Rio Grande do Sul recebeu nesta semana um novo lote com 536 mil doses. A distribuição às coordenadorias regionais começou na quinta-feira (28), e outras remessas federais ainda estão previstas para as próximas semanas.

Embora a campanha nacional tenha encerramento programado para esta sexta-feira (30), a Secretaria Estadual da Saúde informou que as doses continuarão disponíveis nas unidades de saúde enquanto houver estoque. Até o momento, não há definição sobre uma eventual ampliação da vacinação para a população em geral.

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Podem receber a vacina pessoas com 60 anos ou mais, crianças entre seis meses e menores de seis anos, gestantes, puérperas, povos indígenas e quilombolas, trabalhadores da saúde e da educação, pessoas com deficiência, indivíduos com comorbidades, forças de segurança, caminhoneiros, trabalhadores do transporte coletivo, portuários, profissionais dos Correios e pessoas em situação de rua.

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