Milhares de eleitores foram às urnas neste domingo (6) para eleger os novos conselheiros tutelares, responsáveis por atender pais de crianças e adolescentes diante de supostas situações de violação de direitos. A eleição, que contou com 29 candidatos, registrou 6.878 votantes. Venceram a professora Loiva, com 535 votos; Magda Leal, com 525; Rosi Gomes, com 467; Andrea Rodrigues, 464; e Antonio da Capoeira, com 376 votos.
O professor Antonio, de 43 anos, foi o único reeleito ao cargo, que assumirá pelo terceiro mandado. “É uma proposta para continuidade do trabalho, que já começou a bastante tempo”, diz. Em 2019 entrou em vigor a lei que altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), para permitir a reeleição de conselheiros tutelares para vários mandatos. “Uma oportunidade dada ao profissional que se mostra amadurecido e capacitado para seguir”, diz. Ele concorreu pela primeira vez quando tinha 27 anos.
Foram 17 locais de votação em Guaíba, sendo que nesse pleito o voto é facultativo. Os maiores colégios eleitorais foram nas escola Amadeu Bolognesi, na Moradas da Colina, e Carlos de Moura e Cunha, no Fátima. Os suplentes serão Bete Klein (321), Andrea Garcia (313), Guto Conselheiro (310), o Tenente Penha do Proerd (286) e a Cida (283).
A principal função dos Conselheiros Tutelares é dar efetividade aos direitos garantidos pelo ECA, seja quando forem ameaçados ou efetivamente violados, seja por ação omissão ou negligência dos pais, dos responsáveis ou do Estado.
A mais votada
Loiva, aos 60, trabalhou 30 anos como professora nas escolas José Carlos Ferreira, Aglae Kell, Ruy Coelho Gonçalves e Santa Rita de Cássia. Depois de sua aposentadoria, dedicou-se a serviços sociais no Presídio de Charqueada e de Guaíba, principalmente dando assistências a familiares, desde o filhos até os pais de presidiários.
A decisão de ser candidata para conselheira surgiu depois de muitos convites. “Minha vida toda foi pautada por crianças”, diz. É mãe de três filhos e tem oito netos. De acordo com ela, agora vai se dedicar com o mesmo amor que tem por netos: “conviver com crianças não é com violência, não é batendo e gritando. É na conversa que se resolve. É esse objetivo que quero levar para Conselho, parando para ouvir e entender o que estão passando”.