O ator Francisco Cuoco morreu na manhã de quinta-feira (19), aos 91 anos, em São Paulo. A causa do óbito foi falência múltipla dos órgãos, segundo informou a família. Cuoco estava internado há cerca de 20 dias no Hospital Israelita Albert Einstein, onde recebia cuidados médicos após apresentar agravamento de complicações relacionadas a uma infecção nos rins. O quadro clínico evoluiu para comprometimento sistêmico, que resultou na falência de diferentes órgãos.
Nos últimos anos, o artista enfrentava problemas de saúde que afetaram sua mobilidade. Apesar da condição delicada, permaneceu ao lado da família até os últimos momentos. Em nota, os familiares agradeceram as manifestações de apoio e informaram que o falecimento ocorreu de forma tranquila, cercado de parentes próximos.

O velório será realizado nesta sexta-feira (20), das 7h às 15h, no Funeral Home, localizado na rua São Carlos do Pinhal, 376, no bairro Bela Vista, em São Paulo. A cerimônia será aberta ao público. O sepultamento está previsto para ocorrer às 16h, em local reservado, com acesso restrito a familiares e amigos.
Com mais de seis décadas de carreira, Francisco Cuoco se tornou um nome de destaque na dramaturgia nacional. Atuou em novelas, filmes e peças de teatro. Ficou conhecido por personagens de grande repercussão, como em Selva de Pedra (1972) e Pecado Capital (1975), entre outras produções exibidas por diversas emissoras de televisão.

Natural do Rio de Janeiro, Cuoco iniciou sua trajetória artística após abandonar a carreira jurídica. Durante entrevista concedida em 2012 ao programa Sem Censura, da TV Brasil, o ator relembrou que ingressou na Escola de Arte Dramática de São Paulo antes de ser encaminhado ao Teatro Brasileiro de Comédia. Sua formação teatral foi determinante para a consolidação de uma carreira extensa e marcada por papéis emblemáticos, que o mantiveram presente na memória do público por gerações.
O falecimento de Cuoco representa o encerramento de um ciclo importante da história da teledramaturgia brasileira. Sua despedida mobiliza colegas de profissão, admiradores e instituições ligadas à cultura, que reconhecem a contribuição do ator para as artes cênicas do país.