O governo do Rio Grande do Sul anunciou na segunda-feira (03) um plano para reconstruir e adaptar rodovias e pontes do estado às mudanças climáticas. O investimento total estimado é de R$ 10 bilhões, sendo R$ 3 bilhões destinados à reparação dos danos causados pelas chuvas do último mês e R$ 7 bilhões para obras de adaptação à nova realidade climática.
"Se trabalharmos apenas na correção dos trechos danificados, o investimento necessário será de cerca de R$ 3 bilhões", explicou o governador Eduardo Leite. "Já se projetarmos a reconstrução de forma resiliente, com adaptações às mudanças climáticas, o valor pode chegar a R$ 10 bilhões."
Leite ressaltou que a prioridade do governo é restabelecer o tráfego nas rodovias o mais rápido possível. Para isso, já foram publicados editais para contratação de reparos em oito pontes de responsabilidade do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer). As obras na ponte do Rio Forqueta, entre Arroio do Meio e Lajeado, já têm início previsto para a segunda-feira (03).
Além das obras emergenciais, o governo também afirma que investirá na adaptação das rodovias e pontes às mudanças climáticas. Isso inclui medidas como a construção de barreiras de contenção, pontes mais elevadas e sistemas de drenagem mais eficientes.
"É importante mencionar que todas essas obras contemplam os estudos do IPH/UFRGS", disse Leite. "As empresas contratadas deverão contemplar esses estudos sobre o comportamento climático para que não tenhamos novos problemas com essas pontes em função de novos eventos climáticos."
O governo ainda não tem um cronograma completo para as obras de adaptação, mas o governador afirmou que o objetivo é concluir o máximo de projetos possível até o final do ano.
Pontos-chave do plano:
- R$ 3 bilhões: investimento para reparar os danos causados pelas chuvas do último mês;
- R$ 7 bilhões: investimento para adaptar rodovias e pontes às mudanças climáticas;
- Prioridade: restabelecer o tráfego nas rodovias o mais rápido possível;
- Obras emergenciais: reparo de oito pontes de responsabilidade do Daer;
- Adaptação às mudanças climáticas: construção de barreiras de contenção, pontes mais elevadas e sistemas de drenagem mais eficientes;
- Cronograma: o governo ainda não tem um cronograma completo para as obras de adaptação, mas o objetivo é concluir o máximo de projetos possível até o final do ano.
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