TVGO | Guaíba Online

Sexta-feira, 12 de Julho de 2024

👔 Política

Grupo de deputados gaúchos quer colocar na Constituição do RS regra que impede alteração no Hino Rio-Grandense

Proposta impediria alterar letra do hino, cujo verso "povo que não tem virtude acaba por ser escravo" tem sido alvo de controvérsia.

Redação TVGO
Por Redação TVGO
Grupo de deputados gaúchos quer colocar na Constituição do RS regra que impede alteração no Hino Rio-Grandense
Divulgação / Assembleia Legislativa
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Um grupo de 20 deputados estaduais apresentou uma proposta de emenda à Constituição Estadual (PEC), na Assembleia Legislativa, que torna imutáveis os símbolos oficiais do Rio Grande do Sul. A proposta impediria a alteração na letra do Hino Rio-Grandense, cujo verso "povo que não tem virtude acaba por ser escravo" tem sido alvo de controvérsia recentemente. 

 

O texto insere um parágrafo no artigo 6º da Constituição, que define a bandeira, o hino e o brasão de armas como símbolos oficiais do Estado, para torná-los "protegidos e imutáveis em sua integralidade". 

Leia Também:

Leia também: Lula mantém no cargo seu ministro que teria usado voo da FAB para ir a leilão de cavalos de luxo em SP

Frente Conservadora

Como se trata de emenda constitucional, serão necessários os votos de ao menos 33 dos 55 deputados estaduais para que a iniciativa seja aprovada. Caso isso ocorra, a regra impediria mudanças na letra do hino via projeto de lei, que demanda menos votos para aprovação. A primeira assinatura da PEC é do deputado Rodrigo Lorenzoni (PL).

 

A proposta surgiu na chamada Frente Conservadora, formada pelos deputados do PL e do Republicanos e que recentemente contou com a adesão de parlamentares do Novo e do Podemos. Também assinam a PEC deputados de PP, PSD e PTB. A justificativa da PEC assinala que os símbolos não devem ser alterados "de forma artificial e infundada por mero capricho de momento".

Polêmicas sobre o hino

A discussão sobre o assunto foi insuflada a partir de 2021, com o protesto de vereadores negros na cerimônia de posse de na Câmara Municipal de Porto Alegre. Neste ano, o gesto se repetiu na Assembleia Legislativa. 

Nos dois casos, os parlamentares negros permaneceram sentados durante a execução do hino, por críticas a um trecho da letra que, na visão deles, teria conotação racista. O verso diz que "povo que não tem virtude acaba por ser escravo".  A interpretação é contestada pelo   Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG).

 

Em 2021, o deputado Luiz Fernando Mainardi (PT) afirmou que iria apresentar um projeto para alterar o verso questionado para “povo que não tem virtudes, acaba por escravizar”.  Entretanto, após repercussão negativa, Mainardi desistiu da ideia.

Lista de deputados que subscreveram a PEC:

  • Rodrigo Lorenzoni (PL)
  • Marcus Vinicius Almeida (PP)
  • Paparico Bacchi (PL)
  • Capitão Martim Andreani (Republicanos)
  • Guilherme Pasin (PP)
  • Delegado Rodrigo Zucco (Republicanos)
  • Claudio Tatsch (PL)
  • Eliana Bayer (Republicanos)
  • Gustavo Victorino (Republicanos)
  • Adriana Lara (PL)
  • Gaúcho da Geral (PSD)
  • Felipe Camozzato (Novo)
  • Claudio Branchieri (Podemos)
  • Kelly Moraes (PL)
  • Sergio Peres (Republicanos)
  • Joel Wilhelm (PP)
  • Issur Koch (PP)
  • Elizandro Sabino (PTB)
  • Frederico Antunes (PP)
  • Airton Lima (Podemos)

Leia também: Em 20 dias, Brigada Militar apreende onze armas de fogo em Guaíba

 

Comentários: