Uma decisão judicial no sul da França determinou que um gato residente na cidade de Agde deve permanecer dentro de casa, após um processo movido por um morador que afirmou que o animal acessava repetidamente seu jardim. A ordem foi emitida depois de uma disputa entre vizinhos sobre a circulação do felino na área externa.

A tutora do gato, Dominique Valdès, foi condenada a pagar 1.250 euros, valor que inclui indenização e despesas judiciais. Ela afirmou que não apresentou recurso devido aos custos associados ao processo. O autor da ação alegou que a presença contínua do animal no terreno prejudicava o uso do espaço e provocava transtornos no local. Valdès contestou a versão, mas passou a cumprir integralmente a decisão e mantém o gato dentro da residência.

A repercussão do caso chegou a entidades de defesa animal. A Sociedade Protetora dos Animais da França informou que o Código Rural do país prevê que gatos podem circular livremente em um raio de até um quilômetro a partir da residência onde vivem. A instituição demonstrou preocupação com a possibilidade de o episódio influenciar decisões futuras que limitem a movimentação de animais domésticos em áreas urbanas.
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