Um laudo complementar do Instituto de Criminalística de São Paulo descartou a hipótese de suicídio da soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, e apontou que houve a participação de uma segunda pessoa na morte da policial. As informações foram obtidas pelo Estadão.
De acordo com a análise pericial, os elementos examinados durante a investigação seriam incompatíveis com a possibilidade de Gisele ter provocado a própria morte, reforçando a linha de investigação de que a policial foi assassinada.
O caso ocorreu em fevereiro de 2026 e tem como acusado o ex-marido da vítima, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto.
Segundo a polícia, os elementos reunidos indicam a intervenção de outra pessoa na morte da soldado. Geraldo é acusado de cometer feminicídio contra a ex-mulher. A responsabilização criminal, contudo, dependerá da conclusão do processo e das decisões da Justiça.
O laudo complementar passa a integrar o conjunto de provas analisadas pelas autoridades e ganha relevância por afastar tecnicamente a hipótese de suicídio considerada anteriormente.
O Estadão informou que procurou a defesa de Geraldo Leite Rosa Neto para manifestação sobre as conclusões da perícia e aguardava retorno.
As investigações e os procedimentos judiciais relacionados ao caso seguem em andamento.
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