O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não deverá participar da posse de Donald Trump em janeiro de 2025. Diferente do Brasil, os Estados Unidos não costumam receber chefes de Estado nas cerimônias de posse presidencial, e os países são representados por embaixadores. No caso do Brasil, a embaixadora Maria Luiza Viotti já vinha mantendo contatos com membros do Partido Republicano antes mesmo da vitória de Trump, comunicada na última quarta-feira (6).

Além disso, Lula só deve telefonar para Trump em algumas semanas, após a reunião de cúpula do G20, marcada para acontecer no Rio de Janeiro entre os dias 18 e 20 de novembro. Essa ligação oficial deverá manter a postura de diplomacia pragmática do governo brasileiro em relação aos Estados Unidos, sem grandes manifestações públicas.

Por sua vez, o atual presidente dos EUA, Joe Biden, confirmou sua presença no G20. Essa cúpula será vista como a "saída de cena honrosa" de Biden, em um evento que terá forte simbolismo para sua gestão, marcando seu último grande evento internacional como presidente. Entre os temas de destaque está o compromisso com a preservação ambiental e a proteção dos direitos trabalhistas, legados da gestão democrata.

O encontro de Biden no Brasil também será uma forma de marcar um contraste entre os governos do Partido Democrata e o novo governo republicano, que assume em 2025 com Trump no comando.
