Uma criança de 10 anos foi internada após apresentar complicações de saúde depois de ter contato com um detergente da marca Ypê, no município de Natal, no Rio Grande do Norte. O caso passou a ser acompanhado pelas autoridades de saúde do estado e do município após a família relacionar o quadro clínico ao uso de um produto que integra a lista de itens suspensos cautelarmente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Segundo informações divulgadas por veículos nacionais, a menina começou a apresentar sintomas há cerca de uma semana. Entre os sinais relatados estavam coceira, manchas pelo corpo e dificuldade respiratória. A criança recebeu atendimento inicial na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Pajuçara, na segunda-feira (11), sendo posteriormente transferida para o Hospital Infantil Varela Santiago, na quarta-feira (13).
De acordo com familiares, a criança possuía um corte em uma das mãos e teria tido contato com o detergente durante atividades domésticas. Após a evolução dos sintomas, ela teria apresentado dificuldade para caminhar. Conforme relato da família, o diagnóstico médico apontou uma infecção bacteriana.
A Secretaria Municipal de Saúde de Natal informou que o caso será analisado pela Vigilância em Saúde para apuração das circunstâncias envolvendo a internação. O órgão comunicou ainda que não haverá recolhimento de amostras do produto, considerando que o lote já havia sido incluído em alerta sanitário emitido pela Anvisa. A Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte também acompanha a investigação.
Na última quinta-feira (7), a Anvisa determinou a suspensão da fabricação, comercialização, distribuição e uso de 24 produtos fabricados pela empresa Química Amparo, responsável pela marca Ypê. A medida atingiu detergentes, sabões líquidos para roupas e desinfetantes pertencentes a lotes com numeração final 1, produzidos na unidade industrial localizada em Amparo, no interior de São Paulo.
Após a decisão, a empresa contestou a medida adotada pela agência reguladora e afirmou, em nota, que possui testes e laudos técnicos que atestariam a segurança dos produtos. A fabricante informou ainda que apresentou recurso administrativo à Anvisa e declarou manter diálogo com o órgão regulador para tentar reverter a suspensão.
O pedido da empresa chegou a entrar na pauta de julgamento da Diretoria Colegiada da Anvisa nesta semana, mas acabou retirado da sessão antes da análise.
Comentários: