O Ministério da Saúde anunciou a suspensão temporária da vacinação contra a dengue com o imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan. A medida foi adotada de forma preventiva após o registro de 42 casos de reações adversas graves entre mais de 500 mil pessoas vacinadas em diferentes regiões do país.
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, os casos incluem sinais de alerta como dores abdominais intensas, vômitos persistentes e sangramentos. Entre os registros, três pessoas apresentaram quadros graves que exigiram hospitalização, sendo que duas morreram. As autoridades ressaltam, porém, que ainda não há comprovação de que os óbitos tenham sido causados pela vacina.
A decisão foi tomada em conjunto com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e com comitês técnicos responsáveis pelo monitoramento da segurança das vacinas. O objetivo é aprofundar as investigações para verificar se existe relação entre os eventos registrados e a aplicação do imunizante.
De acordo com o Ministério da Saúde, os 42 casos representam uma ocorrência rara diante do total de vacinados. Ainda assim, como os sintomas observados não haviam sido identificados nos estudos clínicos realizados antes da aprovação da vacina, foi recomendada a interrupção temporária da campanha até a conclusão das análises.
A vacina do Butantan vinha sendo aplicada desde janeiro deste ano em profissionais da saúde e em grupos selecionados de municípios participantes da estratégia de imunização. As doses já distribuídas deverão permanecer armazenadas até que uma decisão definitiva seja tomada pelas autoridades sanitárias.
O Ministério da Saúde reforçou que a suspensão é uma medida de precaução e não significa que a eficácia da vacina esteja descartada. A investigação seguirá avaliando os casos para determinar se existe ou não relação causal entre o imunizante e os eventos adversos registrados.
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