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Sábado, 11 de Abril 2026

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Ministério Público Federal pede condenação de Ratinho e do SBT por falas sobre Erika Hilton

Ação civil pública solicita indenização de R$ 10 milhões, retratação pública e retirada de conteúdo do programa após declarações exibidas em rede nacional

TVGO - Redação
Por TVGO - Redação
Ministério Público Federal pede condenação de Ratinho e do SBT por falas sobre Erika Hilton
Reprodução/Redes sociais
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O Ministério Público Federal (MPF) ingressou com ação civil pública solicitando a condenação do apresentador Carlos Roberto Massa, conhecido como Ratinho, e da emissora SBT por declarações exibidas em rede nacional sobre a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP). A ação pede o pagamento de R$ 10 milhões por danos morais coletivos, além de retratação pública e retirada do conteúdo do programa das plataformas da emissora.

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O pedido foi protocolado nesta sexta-feira (13) pelo procurador regional dos Direitos do Cidadão no Rio Grande do Sul, Enrico Rodrigues de Freitas. A iniciativa ocorre após manifestações feitas pelo apresentador durante a edição de quarta-feira (11) do Programa do Ratinho. Na ocasião, ao comentar a eleição da parlamentar para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados, Ratinho declarou ser contrário à escolha, afirmando que Hilton “não é mulher, é trans”.

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De acordo com o Ministério Público Federal, as declarações caracterizam discurso de ódio e deslegitimação da identidade de gênero. Na ação, o órgão afirma que a fala reduz a condição feminina a aspectos biológicos e fisiológicos, o que, segundo o procurador, pode atingir não apenas mulheres trans, mas também mulheres cisgênero que não se enquadram nesses critérios por razões de saúde, idade ou genética.

O processo também solicita que o conteúdo do programa seja removido dos sites e das redes sociais do SBT. O MPF pede ainda que Ratinho e a emissora publiquem retratação pelos mesmos meios, tempo e horário em que as declarações foram veiculadas, mantendo o comunicado disponível nos canais da empresa por pelo menos um ano.

Outro pedido incluído na ação prevê que a União informe, no prazo de dez dias, quais medidas administrativas estão sendo adotadas em relação ao caso, considerando os princípios que regem as concessões de radiodifusão.

A deputada Erika Hilton havia protocolado na quinta-feira (12) três ações relacionadas às declarações do apresentador, entre elas a solicitação de indenização por danos morais coletivos junto ao Ministério Público Federal.

Em nota enviada à imprensa, o SBT afirmou repudiar qualquer tipo de discriminação e informou que as declarações do apresentador não representam a posição da empresa. Segundo a emissora, o caso está sendo analisado internamente pela direção.

Ratinho também se manifestou nas redes sociais e afirmou que suas declarações se tratavam de crítica política, não de preconceito.

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Erika Hilton foi eleita presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados com 11 votos favoráveis e 10 votos em branco, tornando-se a primeira mulher trans a ocupar o cargo. A eleição gerou manifestações de parlamentares da oposição, que defendem que a presidência da comissão seja ocupada por uma mulher cisgênero. Deputados também se manifestaram nas redes sociais questionando a escolha e criticando a condução de pautas na comissão.

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