Impostos reduzidos, menos encargos trabalhistas e um ambiente econômico estável fizeram do Paraguai um polo atrativo para a indústria brasileira nas últimas duas décadas. Nesse período, mais de 200 empresas do Brasil instalaram fábricas no país vizinho, aproveitando as vantagens do chamado regime de maquila.
Segundo levantamento divulgado na edição da semana da revista Veja Mais, novas unidades industriais devem entrar em operação nos próximos meses, com destaque para os setores têxtil e de calçados, que lideram a migração de investimentos para o outro lado da fronteira.
O sistema de maquila permite que empresas estrangeiras importem matéria-prima com isenção de impostos, realizem a produção no Paraguai e exportem os produtos manufaturados. O modelo ficou conhecido internacionalmente a partir do México, onde as chamadas maquiladoras se instalaram próximas à fronteira com os Estados Unidos para abastecer o mercado norte-americano.
No Paraguai, o regime foi implementado no fim da década de 1990, a partir da criação de um marco tributário especial, com o objetivo de atrair capital estrangeiro, fomentar a industrialização e gerar empregos. Desde então, o país vem se consolidando como alternativa competitiva para empresas brasileiras que buscam reduzir custos de produção.
O avanço do modelo, no entanto, também reacende debates no Brasil sobre competitividade industrial, carga tributária e políticas de incentivo à produção nacional.
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