A Petrobras informou nesta sexta-feira (13) que não há risco de desabastecimento de diesel no Brasil, embora tenha reconhecido ocorrência pontual de falta do combustível no Rio Grande do Sul. A empresa declarou que adotou medidas operacionais para ampliar a oferta no mercado interno diante de alterações recentes no fluxo internacional de derivados.
De acordo com o diretor de Comercialização, Logística e Mercados da Petrobras, Claudio Schlosser, a companhia decidiu adiar paradas programadas de manutenção em refinarias e elevar o fator de utilização das unidades para cerca de 97% a 98%. Entre as refinarias com manutenção reprogramada estão a Refinaria de Paulínia (Replan), cuja parada foi transferida para 2027, e a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar).
Schlosser confirmou que a realização de um leilão de diesel no Rio Grande do Sul, na quinta-feira (12), ocorreu após uma falta pontual do combustível no estado. No leilão, o diesel foi negociado por R$ 1,78 por litro acima do preço praticado na refinaria.
Segundo o executivo, a Petrobras acompanha o abastecimento nacional e também o fluxo de importações. Antes do início do conflito internacional que alterou o mercado de combustíveis, a expectativa era de chegada ao Brasil de aproximadamente 700 mil a 800 mil metros cúbicos de derivados em fevereiro. No entanto, três navios com cargas estimadas entre 250 mil e 280 mil metros cúbicos foram redirecionados para outros destinos, possivelmente em função de margens de lucro consideradas mais vantajosas.
A estatal informou ainda que atualmente fornece cerca de 1,7 milhão de barris por dia de derivados de petróleo, principalmente diesel, além de realizar importações adicionais entre 200 mil e 300 mil barris diários. Importadores privados variam suas operações, trazendo ao país entre 700 mil e 1,2 milhão de barris de derivados, com maior concentração no diesel.
De acordo com Schlosser, as entregas da Petrobras estão ocorrendo antes dos prazos previstos e, em alguns casos, superam a chamada “cota-dia” destinada às distribuidoras. Ele afirmou que a demanda nacional por combustíveis frequentemente supera a capacidade de produção, apesar das ampliações e ajustes em andamento nas unidades de refino.
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