Mais de 20 pessoas já participaram da oficina sobre técnicas de palhaço no Ponto de Cultura Espaço Livre Biguá, no Ermo. Há três semanas, grupos participam gratuitamente das aulas de "Jogos Teatrais: Introdução à Linguagem do Palhaço”, com atividades coletivas e individuais de palhaçaria e improviso.
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A oficina é a primeira de várias que serão oferecidas no ponto - ainda terão durante o ano as de teatro de rua, do oprimido, de bonecos e de audiovisual. Acontecem em um palco que o casal de artistas Déia Alencar e Araxane Jardim transformaram no pátio de sua casa. Após anos dependendo de outros lugares, desmontaram um depósito de madeira no terreno e pensaram usar os materiais, que seriam descartados, para construir um espaço para o teatro e a cultura da cidade.
Não é um curso sobre o artista de circo ou da rua, que teria de ser mais profundo e longo, mas sim um passeio por seu universo. A professora Jaqueline Iepsen conta que tem e expectativa de espalhar esse tema do mundo do palhaço, para que seja mais popularizado sobre o seu papel social e função nos dias que a gente vive. O objetivo é permitir que o participante descubra, vivencie e divirta-se com seu interior.
- Palhaço, uma paródia da humanidade, tem um olhar de transformar e despertar as pessoas para algo que se perde ou de deixar de se olhar, escutar e brincar de verdade. Ele o resgata de alguma maneira, tanto no riso quanto no coração - explica
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São ao todo 18 aulas oferecidas pelo projeto, sendo que três já foram realizadas. Aberto ao público em geral, cada segunda-feira (a partir das 18h30min), é um encontro que não é continuidade do outro, inicia e termina em si mesmo. O aluno não precisa frequentar todos mas, de forma livre e se quiser, pode ter um conhecimento e troca com outras pessoas ainda maior.
O projeto ganhou força através de incentivo do Fundo Estadual de Cultura, adquirido no início de janeiro. Para Jardim, é um reconhecimento de uma luta para ter um ponto de encontro cultural e agregar a comunidade em uma cidade que carece de ter um espaço dedicado a esta arte.
- O teatro precisa de um laboratório. Quanto mais você pesquisar, exercer e fazer jogos específicos para determinada linguagem, vai desenvolver muito mais. Quanto mais a gente tiver espaços, e outras coisas que o agregam, teremos a oportunidade de fazer diversos outros processos - exalta.
A ideia é gerar com seus cursos oportunidades diversas de vivências artísticas e culturais e proporcionar debates sobre assuntos latentes no município, como as mudanças urbanas, crescimento populacional e novas demandas sociais e ambientais oriundas do desenvolvimento econômico. Ainda pretendem construir uma biblioteca no segundo piso, cheio de obras que contam sobre essa paixão que se chama cultura popular.
Para informações e inscrições, é possível acompanhar a página no Facebook (https://www.facebook.com/espacolivrebigua/) e entrar em contato pelo e-mail espacolivrebigua@gmail.com ou pelos telefones (51) 981962869 e (51) 3114 – 0752. As atividades são realizadas na Rua Padre Cacique, 116 (bairro Ermo, em Guaíba).
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