Em assembleia do Sindicato dos Professores Municipais de Guaíba, na sexta-feira (13), os profissionais da educação decidiram em entrar em estado de greve. Eles pedem o reajuste salarial de 12,84%, estabelecido pelo governo federal. A Prefeitura propôs a reposição de índice de inflação, de 4,31%, com o mesmo para o vale-alimentação.
De acordo com a entidade sindical, as negociações acontecem desde dezembro de 2019 com o executivo na busca dos interesses da categoria. Após nova reunião, a diretoria e comissão de representantes mostraram números onde é possível o pagamento do piso estabelecido em lei, sendo que o executivo manteve o valor proposto inicialmente.
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O presidente, Pablo Gomes, apresentou dados levantados nas contas municipais e nas previsões de receitas dos órgãos de controle. Segundo ele, a receita estimada em 2019 se concretizou com superávit (que corresponde lucro), como nos anos anteriores da atual administração, do prefeito José Sperotto.
Com a desaprovação da proposta anunciaram estado de greve, que alerta sobre a possibilidade de deflagração de uma paralisação geral dos mais de 900 professores da rede municipal de ensino. Para eles, é momento de reflexão, debate e mobilização em torno de um processo que pode vir ou não a culminar em uma greve, compreendida como instrumento legal e legítimo diante de reinvindicações.
- Queremos que banquem os R$12,84% com nenhum centavo à menos, ou se não vamos colocar o nome de todos vereadores da base governista junto com o prefeito em tudo que é banner da cidade - provoca Gomes.
Até o final dessa reportagem, a Prefeitura não tinha recebido notificações sobre o caso. Segundo o secretário municipal de Governo, Rodrigo Pedroso, como esse índice foi decidido recentemente, o valor não estava previsto no orçamento fechado em 2019 e que outras cidades também não estavam esperando a porcentagem superior de 4,31%.
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A categoria tinha marcado paralisação e caminhada para próxima terça-feira (19), com manifestações e entrega de um documento na sede do executivo. Por conta das precauções do coronavirús, sugerindo evitar aglomerações, foi cancelada.
Por Pedro Molnar