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Quarta-feira, 24 de Julho de 2024

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Projeto Bio da CMPC apresenta investimento de R$ 2,75 bilhões e deve gerar 7500 empregos; veja detalhes

Empresa anuncia nova expansão da Unidade Guaíba para aumentar capacidade de produção em 350 mil toneladas por ano

Redação TVGO
Por Redação TVGO
Projeto Bio da CMPC apresenta investimento de R$ 2,75 bilhões e deve gerar 7500 empregos; veja detalhes
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530 milhões de dólares. Esta é a cifra que deve ser investida nas instalações da CMPC em uma nova expansão da unidade Guaíba. Pela cotação atual do dólar, o novo investimento da maior empresa do Rio Grande do Sul será de R$ 2,75 bilhões. O objetivo é a ampliação e modernização da fábrica de celulose em Guaíba, aumentando assim a capacidade de produção em 350 mil toneladas por ano..

A ideia do projeto batizado de BioCMPC compreende reduzir o custo de produção e consolidar a fábrica gaúcha como uma das mais eficientes do mundo. A obra já começará em setembro com previsão de ser finalizada em 26 meses. Um dos destaques é a construção de uma nova caldeira de recuperação, que opera com biomassa, e que vai, desta forma, encerrar o funcionamento da antiga caldeira de carvão. 

Serão, ao todo, 31 ações no projeto BioCMPC, divididas em três grupos de atuação, contemplando ações de sustentabilidade e controle ambiental. Entre elas, está a redução do uso de água no processo industrial, das emissões de gás, efluentes, odores e ruídos. Entre empregos diretor e indiretos, o total de postos de trabalhos gerados até 2023 deve superar 7500 vagas.

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A CMPC produz atualmente no Brasil quase o mesmo do que no Chile, onde fica sua sede, isto é, 2 milhões de toneladas. Ela comprou em 2009 a fábrica gaúcha que pertencia à Aracruz e realizou o maior investimento privado da história recente no Estado, quando aportou R$ 5 bilhões entre 2013 e 2016 para duplicar a fábrica de Guaíba, que ainda era chamada de Celulose Riograndense.   

Participaram da reunião virtual o CEO Francisco Ruiz-Tagle, diretamente do Chile, o presidente da CMPC Brasil, Maurício Harger, o diretor de relações institucionais Daniel Ramos, demais funcionários da empresa e jornalistas da região e do país.

Durante as obras

No BioCMPC, as obras de implantação também serão sustentáveis. Além da utilização de mão de obra e fornecedores locais, não haverá canteiro de obras na área de empresa, ou seja, a estrutura será instalada em local distante da unidade industrial para não gerar transtornos às comunidades vizinhas.

Outro fator importante é que a mobilidade urbana da região não será afetada. Todo acesso de pessoas, máquinas e equipamentos será feito pelo acesso privado da empresa junto à BR-116, não gerando, portanto, nenhuma interferência no trânsito local. Os horários de obra também serão diferenciados, com atividades ocorrendo de segunda à sexta, das 8h às 18h.

Não haverá obras no período noturno, nos finais de semana e nos feriados. Além disso, todos os resíduos gerados na construção serão reaproveitados e transformados em novos produtos. Medidas de controle serão implementadas para que não haja alterações ambientais na vizinhança.

“Antes a sociedade esperava que as empresas trabalhassem para reduzir seus impactos. Hoje em dia, isso é apenas o ponto de partida. No século XXI, espera-se que as empresas não gerem problemas e ainda ajudem a sociedade a superarem seus próprios desafios. E é isso que estamos fazendo. Basta considerarmos que a pandemia agravou os índices de desemprego, e o BioCMPC vai ajudar fortemente na criação de novas oportunidades de trabalho”, pontua o diretor-geral da CMPC no Brasil, Mauricio Harger. “Outro desafio de toda a sociedade está relacionado aos gases de efeito estufa. Nesse caso, além das nossas florestas que já sequestram milhares de toneladas de carbono, eliminaremos uma fonte de energia não renovável e vamos instalar uma nova caldeira de recuperação para produção de energia 100% limpa. Ações como essas são posturas esperadas das empresas contemporâneas, e estamos liderando este processo no setor de celulose no país. Queremos realizar obras sustentáveis”.

Referência Nacional

As 31 medidas que compõem o BioCMPC trarão grandes contribuições em produtividade e sustentabilidade não somente para a unidade de Guaíba, mas para o setor de celulose, uma vez que a planta se tornará referência em diversos temas relacionados a meio ambiente.

Uma das ações é a revisão e repotencialização do sistema de coleta de gases, tornando-o ainda mais eficaz. Com isso, a planta da CMPC no Brasil terá o melhor sistema de tratamento de gases do setor no país e um dos melhores do mundo. Outra medida que contribuirá com os indicadores de meio ambiente é o desligamento da caldeira de força à carvão, que também posicionará a unidade nos menores níveis de emissões atmosféricas das indústrias do setor no Brasil.

A planta de Guaíba já é referência mundial em economia circular, reciclando 100% dos resíduos sólidos oriundos do processo industrial. Com as medidas do BioCMPC, a empresa continuará sendo uma empresa zero resíduos, mas diminuirá consideravelmente o volume de material gerado (composto químico originado na caldeira de recuperação) e eliminará 100% os resíduos de cinzas.

De forma pioneira no Brasil, a CMPC vai lançar o Centro de Controle Ambiental, um espaço voltado a acompanhar de forma online a performance ambiental da empresa. Será um local com tecnologia de ponta para gestão dos indicadores e performance ambiental de nossa operação.

 

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