Autoridades do Irã reconheceram à agência Reuters que aproximadamente 2.000 pessoas morreram durante os protestos que se espalham pelo país desde dezembro. É a primeira vez que o regime admite um número tão elevado de vítimas, embora atribua as mortes de civis e policiais a supostos “terroristas”, negando responsabilidade direta das forças de segurança.
A revelação provocou reação imediata da Organização das Nações Unidas, que declarou estar “horrorizada” com o uso de força letal contra manifestantes pacíficos. Organizações de direitos humanos afirmam que o número real pode ser ainda maior, especialmente após o governo iraniano impor um apagão quase total da internet desde o dia 8 de janeiro, dificultando a divulgação de informações e imagens da repressão em cidades como Teerã.
O cenário interno agravou a tensão internacional. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, endureceu o discurso e afirmou que o país está “armado e pronto” para ajudar o povo iraniano, levantando novamente a possibilidade de uma intervenção militar. Além disso, Trump anunciou a imposição imediata de uma tarifa de 25% a qualquer país que mantenha relações comerciais com o Irã, numa tentativa de pressionar economicamente o regime.
A escalada da violência e das sanções aumenta o isolamento do Irã e aprofunda uma crise considerada a mais grave desde os protestos de 2022, com impactos políticos, sociais e humanitários que seguem em rápida expansão.
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