O ex-vereador Renan Pereira, suspeito de sonegação e exercício ilegal da medicina, teve suspensão de processo criminal por fraude a licitações e associação criminosa. Nesta quinta-feira, os desembargadores do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) o concederam hábeas corpus que suspende temporariamente o dcumento. Em rede social, ele disse que foi uma armação política e que pode concorrer nas eleições de 2020: "armaram tudo contra mim e festejaram, terão as respostas nas urnas no ano que vem".
Em maio de 2018, a GaúchaZH noticiou que ele foi responsável por licitações que apontaram prejuízo de aproximadamente R$ 4,9 milhões em 14 contratos, assinados entre 2014 e 2017, em Guaíba. Ainda foi acusado por indícios da atividade ilegal de "fura-fila" no SUS no Hospital de Pronto-Atendimento Solon Tavares, o Regional.
No Facebook ele se pronunciou sobre o resultado final do processo: "Sempre disse que não cometi nenhum crime, e que fui perseguido politicamente em Guaíba, por medo do meu potencial político. Sempre afirmei que iria provar minha inocência. E aí está a prova de tudo que sempre falei''. De acordo com ele, vereador mais votado na história da cidade, sofreu muito no último ano, que não pode estar na cidade que ama com as pessoas que ama de verdade.
- Fui pintado como a pior pessoa do mundo, sem ter feito nada. Agora voltarei a residir na cidade que eu escolhi para viver e poderei andar de cabeça erguida, pois ficou provado que não cometi crime algum.
Ele ainda responde por processos de impropriedade administrativa, sendo considerado inelegível em função da renúncia, em meio a um processo de cassação de mandato. Em entrevista para o GO, ele disse que pode concorrer à prefeito na próxima eleição, já que não teve parecer a comissão parlamentar processante e que pode recorrer em qualquer decisão, já que não há provas. "Até muito breve", declarou na rede social.