O Rio Grande do Sul entrou em nível de alerta para casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), conforme dados divulgados nesta quinta-feira (8) no boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz. O levantamento indica aumento na circulação de vírus respiratórios no Estado, principalmente Influenza A e Vírus Sincicial Respiratório (VSR).
As informações analisadas correspondem ao período entre 26 de abril e 2 de maio. Segundo a Fiocruz, foram contabilizados 222 casos de SRAG no território gaúcho durante a semana observada. O relatório também aponta tendência de crescimento nas ocorrências nas próximas semanas.
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De acordo com a pesquisadora Tatiana Portella, o Rio Grande do Sul alcançou o primeiro nível de gravidade previsto no monitoramento nacional. Conforme a especialista, o avanço dos casos está relacionado principalmente à circulação da Influenza A, enquanto o VSR também apresenta crescimento, embora ainda com menor impacto nas hospitalizações no Estado.
O boletim informa ainda que 18 das 27 capitais brasileiras estão em nível de alerta para SRAG, incluindo Porto Alegre.
Dados da Secretaria Estadual da Saúde do Rio Grande do Sul apontam que o Estado registrou, até o momento, 3.280 hospitalizações por doenças respiratórias em 2026. Apesar do aumento recente, o total ainda representa redução de cerca de 9% em comparação com o mesmo período de 2025.
Na semana passada, o governo estadual decretou estado de emergência em saúde pública em razão do crescimento nas internações por influenza. Segundo o Executivo, houve aumento de 533% nas hospitalizações relacionadas à doença. A medida busca facilitar o acesso a recursos federais e ampliar a capacidade de atendimento na rede de saúde.
O cenário também reforça a mobilização para vacinação contra a gripe. Conforme o Ministério da Saúde, aproximadamente 1,6 milhão de pessoas receberam a vacina contra influenza no Rio Grande do Sul, o que corresponde a cerca de 34% da cobertura vacinal prevista para os grupos prioritários.
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