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Sabado, 13 de Julho de 2024

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Megaprodução do History traz Jesus pelos olhos de quem viu o seu dia a dia

Percebi durante a série o grande erro que cometemos ao lermos um livro

Ivan Bittencourt - Cultura
Por Ivan Bittencourt - Cultura
Megaprodução do History traz Jesus pelos olhos de quem viu o seu dia a dia
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É um tema delicado assistir séries ou filmes que tratam de fé, pela individualidade que esta tem, seja pelas interpretações ou pelas incongruências. Quando um livro é adaptado ao cinema ou a tv geralmente existem mudanças na história, com a bíblia não é diferente, mas aí é tocar numa questão pontual.

Dia desses assisti aos oito episódios da série “Jesus, sua vida,” do canal History, uma série que se propôs a fazer diferente de tudo o que já vi, pois ela não retratou Jesus pelos olhos dos evangelistas que relataram a sua história, mas, e acredito que com sucesso, retratou-o pelos olhos de outros personagens oculares dessa história, como o muitas vezes esquecido, José, seu Pai.

É impressionante como percebi durante a série o grande erro que cometemos ao lermos um livro, qualquer livro eu digo. Nos esquecemos muitas vezes de ir mais fundo mentalmente na visão de um personagem que tem uma ou duas falas apenas, mas que é também importante para o enredo todo. É um exercício literário, e foi bem feito pelos produtores do estúdio Nutopia.

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A série inicia com o relato de Jose, e depois traz Maria, sua mãe, que lhe acompanhou até o fim, João Batista, seu primo e precursor, Caifás, o sumo-sacerdote Judeu, Judas Iscariotes, Pôncio Pilatos, que para mim é um dos melhores episódios, pois nos faz perceber o jogo do poder que perdura por séculos, o desejo de agradar ao povo e ao imperador, e finaliza com os relatos de Maria Madalena e Pedro. Mas a produção não fica apenas aí, ela traz, intercalado às histórias, depoimentos de estudiosos acadêmicos históricos e religiosos, com contrapontos pontuais a veracidade da história ou com a visão daquele simples campo que nem pode ser estudado, a fé.

A série não trata de converter ninguém ao Jesus nascido em Belém, mas apenas trazer um olhar mais acurado e útil de examinar cada passo da vida dele de forma colaborativa e não tendenciosa. Você tanto pode gostar da série ou detestar, mas como um exercício da leitura de vários ambientes e ideais é fascinante. A série animou os ânimos dos produtores de filmes sobre Jesus, tanto que Mel Gibson já está preparando a segunda parte do aclamado filme “Paixão de Cristo” para breve. Aguardemos.

 

 

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