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Sexta-feira, 19 de Julho de 2024

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Um vício frenético: o conhecimento como forma e prática de liberdade e individuação

Nosso conhecimento é formatado tal qual um rizoma, que não começa nem conclui; se encontra sempre no meio

Tarso Vigil - Filosofia de Bar
Por Tarso Vigil - Filosofia de Bar
Um vício frenético: o conhecimento como forma e prática de liberdade e individuação
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Um vício frenético, um querer mais e mais, o saber sem limites, o conhecimento acima de qualquer coisa, seja ele epistêmico, empírico, tácito... Poderíamos utilizar outra palavra, como educação acima de qualquer coisa, pois apresenta uma sonoridade mais reconfortante, mais convidativa, porém parece não atingir toda a potencialidade e expressão de que precisamos neste momento.

Contudo nos deparamos com uma educação alocada em uma justaposição ao conhecimento de maneira que se perceba uma singela ambição, até porque todos os grandes e pequenos desejos não deixam de ser uma ambição. [Lá vem a palavra desejo de novo...] É interessante analisarmos pelo seguinte detalhe. A percepção de desejar está atrelada a uma necessidade humana, sendo esta uma busca incessante, como se estivéssemos a procurar ou “pesquisar” por algo que nos complemente.

Mas é importante informar que, em nosso contexto, a ideia da palavra pesquisar não se refere a uma pesquisa bibliográfica ou acadêmica, estaria mais para uma virtual busca interior, não se tratando “de um fora”, mas “de um dentro” ou uma simples busca no Google.

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Então, o nosso conhecimento/educação formatado, tal qual um rizoma, que, por qualquer razão alheia aos critérios humanos, proporciona inúmeras linhas de fuga, conectando-se às diferentes propostas dos enunciados. “Um rizoma não começa nem conclui, ele se encontra sempre no meio, entre as coisas, inter-ser (sic), intermezzo. A arvore é filiação, mas o rizoma é aliança, unicamente aliança.” (DELEUZE; GUATTARI, 2011, p.48).

“Okay”, mas não podemos confundir uma ideia de “+” e “+”, com uma intenção gananciosa e muito menos sujeitar a um conceito pejorativo. O conhecimento como forma e prática de liberdade (Freire), como forma de individuação.

 

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