A Polícia Civil finalizou o inquérito que apurou uma série de golpes praticados contra comerciantes em diferentes regiões do Rio Grande do Sul. A investigação começou em junho, após o Rotary registrar ocorrência em Guaíba relatando o uso indevido do nome da entidade para compras fraudulentas.

Durante as apurações, a Delegacia de Polícia de Guaíba identificou cinco pessoas suspeitas de participação no esquema. Três delas já estavam recolhidas no sistema prisional, uma utilizava tornozeleira eletrônica e outra permanecia em liberdade. Todos possuem antecedentes. Conforme o levantamento policial, ao menos nove vítimas foram identificadas em municípios distintos, acumulando prejuízo aproximado de R$ 90 mil.
O grupo utilizava nomes de instituições como Rotary, Apae e Lions para solicitar materiais a comerciantes, alegando que seriam destinados a doações. Após as compras, enviavam comprovantes de pagamento falsos, que só eram descobertos depois da entrega dos produtos.
A delegada Karoline Calegari informa que os estabelecimentos podem evitar situações semelhantes conferindo a procedência das solicitações, verificando telefones oficiais das entidades citadas e confirmando o recebimento dos valores diretamente na conta bancária antes de concluir a entrega.
Com a identificação dos suspeitos, a Polícia Civil de Guaíba solicitou o compartilhamento das provas com outras delegacias responsáveis pelos casos nas cidades onde as vítimas foram registradas, permitindo a continuidade das investigações de estelionato.

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas celas em que parte dos investigados estava detida. Celulares, valores em espécie e contas bancárias utilizadas pelo grupo tiveram bloqueio judicial, medida que integra o processo de responsabilização pelos crimes apurados.
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