A jovem Júlia Bossoni sofreu um traumatismo cranioencefálico após andar na montanha-russa Montezum, do parque Hopi Hari, em Vinhedo, no interior de São Paulo. Depois de 57 dias de internação e sete cirurgias, ela permanece em tratamento e perdeu completamente os movimentos do lado esquerdo do corpo.
O caso foi apresentado em reportagem do Fantástico, da TV Globo. Segundo as informações divulgadas, Júlia havia utilizado a atração pela segunda vez no mesmo dia quando retornou à plataforma desacordada e apresentando convulsões.
A jovem recebeu atendimento e foi encaminhada para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Os exames identificaram hemorragia intracraniana e edema cerebral, levando à necessidade de uma cirurgia de emergência.
De acordo com o laudo médico apresentado pela reportagem, o traumatismo teria sido provocado por um mecanismo de contragolpe durante o percurso da montanha-russa. A família afirma que Júlia não apresentava doenças preexistentes antes do episódio.
Após 57 dias de hospitalização e sete procedimentos cirúrgicos, a jovem ficou com sequelas. Além da perda dos movimentos do lado esquerdo do corpo, apresenta dificuldade na fala e falhas de memória.
Atualmente, Júlia passa por um processo de reabilitação que inclui fisioterapia, terapia ocupacional e acompanhamento fonoaudiológico.
Ministério Público investiga o caso
O Ministério Público de São Paulo abriu uma investigação para apurar as circunstâncias do episódio e solicitou a realização de uma perícia na Montezum.
A família também recorreu à Justiça em busca de uma perícia que ajude a esclarecer as circunstâncias em que ocorreu o trauma e a eventual relação com o funcionamento da atração.
Em posicionamento divulgado sobre o caso, o Hopi Hari afirmou que a Montezum possui certificação internacional e passa por inspeções periódicas, além de contar com orientações aos visitantes sobre riscos e restrições para utilização da atração.
O parque declarou ainda que Júlia recebeu atendimento de acordo com os protocolos adotados, teve despesas custeadas durante o período em que permaneceu internada em Vinhedo e recebeu acesso a um seguro.
As circunstâncias e eventuais responsabilidades pelo ocorrido ainda são objeto de apuração. A perícia deverá contribuir para esclarecer tecnicamente o episódio.
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