O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou, no domingo (7), que sua pré-candidatura à Presidência da República nas eleições de 2026 poderá ser retirada mediante negociação política. Segundo ele, a manutenção ou não de seu nome depende de contrapartidas que ainda não foram divulgadas integralmente.

Durante participação em um evento religioso em Brasília, o senador afirmou que existe “um preço” para desistir da disputa e indicou que uma das condições envolve o avanço de um projeto de anistia para pessoas condenadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por participação na tentativa de golpe. Entre os condenados está o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena desde o final de novembro, após decisão da Primeira Turma do STF.
Flávio reforçou que espera que o tema seja incluído na pauta do Congresso Nacional nesta semana e citou compromissos assumidos pelos presidentes da Câmara e do Senado sobre a possibilidade de votação. Questionado se a anistia seria a única condição para a retirada de sua pré-candidatura, afirmou que outros pontos também estão em discussão.
A pré-candidatura do senador foi anunciada recentemente pelo próprio parlamentar, que disse ter recebido a indicação de Jair Bolsonaro. Após o anúncio, dirigentes do Partido Liberal (PL) e aliados próximos ao ex-presidente manifestaram apoio à escolha.
Caso permaneça na disputa, Flávio declarou que pretende apresentar uma proposta política distinta da adotada pelo pai, afirmando que buscará dialogar com diferentes setores e ampliar sua exposição pública durante o processo eleitoral.
Para esta segunda-feira (8), estão previstas reuniões do senador com dirigentes de partidos da base aliada. Entre os encontros, estão confirmadas conversas com Valdemar Costa Neto (PL), Antônio Rueda (União Brasil), Ciro Nogueira (Progressistas) e Marcos Pereira (Republicanos). As legendas discutem possíveis alianças e posicionamentos dentro do cenário eleitoral de 2026.

Paralelamente, lideranças do Centrão avaliaram que a movimentação em torno do nome de Flávio Bolsonaro pode abrir espaço para outras candidaturas da centro-direita. O governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), foi citado por interlocutores como possível beneficiado pelo novo cenário, especialmente diante da falta de um nome unificado deste campo político. A análise é que, com a atual polarização prevista para 2026, haverá busca por alternativas além das candidaturas ligadas diretamente a Lula ou ao bolsonarismo.