O processo para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação está passando por mudanças que já começam a impactar candidatos em diferentes regiões do país.
Uma das alterações que mais chamou atenção foi o fim da obrigatoriedade da baliza no exame prático em alguns estados, como São Paulo, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina. A medida ainda não é nacional, mas indica uma tendência de flexibilização no teste prático.
Por outro lado, uma nova exigência passou a pesar no processo: o exame toxicológico. Antes obrigatório apenas para motoristas das categorias C, D e E, o teste agora também será exigido para quem busca a primeira habilitação nas categorias A (moto) e B (carro).
O exame é realizado por meio da coleta de cabelo ou pelos e consegue identificar o consumo de substâncias nos últimos 90 a 180 dias, incluindo drogas como maconha (THC), cocaína, anfetaminas, metanfetaminas, ecstasy e opiáceos.
A proposta, segundo especialistas, é aumentar a segurança no trânsito, ampliando o controle sobre o uso de substâncias por novos condutores. No entanto, a medida também gera críticas, especialmente por elevar os custos e dificultar o acesso à CNH, principalmente para pessoas de baixa renda.
O teste costuma ser exigido no início do processo. Caso o resultado seja positivo, o candidato pode solicitar contraprova ou realizar uma nova coleta dentro do prazo estabelecido.
Assim, enquanto a baliza deixa de ser obrigatória em algumas regiões, o processo de habilitação passa a ter critérios mais rigorosos no controle de substâncias, refletindo uma mudança no foco das exigências.
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