O CTG Cruzeiro do Sul transformou seu piquete nos Festejos Farroupilhas, no Parque Coelhão, em um ponto de bastante visitas. Ao entrar em suas instalações, encontra-se um moinho d'água, onde antigamente era utilizado para geração de energia e na produção de alimentos. Essa iniciativa se renova em cada ano, fomentando a história e tradição do Rio Grande do Sul e mostrando o real significado da bandeira do centro tradicionalista, "com trabalho e dignidade humana honramos nossa tradição".
Há o instrumento que mói a erva-mate, símbolo da tradição. Na água despejada é possível encontrar pequenos peixes e moedas de cinco e dez centavos, usadas para pedidos de promessas dos visitantes. De acordo com o patrão Luiz Carlos Pereira, de 47 anos, a água está exposta por ser uma riqueza, para qual ninguém dá o devido valor. Há iluminação de luzes coloridas, que transforma a entrada do piquete em uma sintonia de antiguidade com uma rádio da década de 30.
Usar a arte com a história é comum em todos anos no piquete. Já levaram até cocheira com cavalos e uma casa de tijolos de estilo antigo. No ano passado teve ovelha, porco e pato. Para ele, significa tradicionalismo: "recorda o que nossos familiares viveram anos atrás. É raríssimo". Crianças já tiraram fotografias e disseram que nunca mais verão isso em suas vidas. "É uma coisa linda para passar em dez dias de encher os olhos", diz.
O CTG ainda se prepara para invadir Porto Alegre, como os heróis farroupilhas, no dia 20 de setembro. Os tradicionalistas vão em um barco de nove metros de comprimento, que está sendo construído por eles mesmos.