A melancia está entre as frutas mais produzidas do planeta, ao lado da banana, da maçã e do tomate — que, apesar de muitas vezes ser tratado como legume, é classificado como fruta.
A versão quadrada surgiu na década de 1970, na região de Shikoku, no Japão. Na época, agricultores enfrentavam dificuldades logísticas: a melancia redonda não empilhava bem, ocupava muito espaço e podia rolar com facilidade, dificultando armazenamento e transporte.
A solução foi simples e engenhosa: ainda pequena, a fruta era colocada dentro de uma forma rígida — geralmente de vidro ou acrílico — e passava a crescer no formato do molde. O resultado é uma melancia quadrada, sem qualquer modificação genética ou uso de produtos químicos.
No Japão, essas frutas são destinadas principalmente à decoração e ao mercado de presentes de luxo.
Já em 2017, produtores de Icapuí, no litoral do Ceará, decidiram apostar na técnica japonesa, mas com foco no consumo. A proposta era produzir melancias quadradas comestíveis, sem sementes e com custo reduzido.
A experiência surpreendeu o mercado. A produção teve boa aceitação internacional e praticamente toda a colheita passou a ser exportada para a Europa, principalmente para a Inglaterra. Na época, cada unidade era vendida por cerca de R$ 50.
Apesar do sucesso, o preço ainda limita o volume produzido. As melancias quadradas brasileiras raramente chegam ao mercado nacional, sendo cultivadas, em geral, sob encomenda para exportação.
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