O preço dos combustíveis apresentou aumento no Rio Grande do Sul na última semana, conforme levantamento divulgado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O diesel registrou variação média de 8,8%, passando de R$ 6,16 para R$ 6,70 por litro. No mesmo período, a gasolina teve aumento de 1,9%, com preço médio passando de R$ 6,23 para R$ 6,35.
Os percentuais registrados no Estado ficaram abaixo da média observada no país. No Brasil, o diesel teve alta de 11,8% na semana encerrada no sábado (14), alcançando média de R$ 6,80 por litro. A gasolina apresentou elevação de 2,5%, com preço médio de R$ 6,46.
Na capital gaúcha, Porto Alegre, o preço médio da gasolina subiu R$ 0,20 em uma semana, passando de R$ 6,09 para R$ 6,29, variação de 3,3%.
O aumento ocorre em meio à elevação do preço do petróleo no mercado internacional. Desde o início do conflito envolvendo o Irã, há cerca de duas semanas, a cotação do barril do tipo Brent registrou aumento próximo de 40%, encerrando a última semana a US$ 103,14.
O Brasil importa entre 20% e 30% do diesel consumido no país, fator que torna o combustível mais sensível às oscilações do mercado externo. Alterações no preço do produto também podem refletir nos custos de transporte e logística, com possibilidade de impacto em diferentes setores da economia.
Na sexta-feira (13), a Petrobras anunciou aumento de 11,6% no preço do diesel vendido às distribuidoras. A partir de sábado (14), o litro passou a sair das refinarias da estatal a R$ 3,65. O efeito desse reajuste ainda não está refletido integralmente no levantamento da ANP e deve aparecer nas próximas pesquisas.
O governo federal anunciou redução de tributos sobre o diesel na quinta-feira (12), medida que pode reduzir parte do impacto do reajuste ao consumidor final.
A valorização do petróleo também está associada à redução de atividades ligadas ao setor em países produtores do Oriente Médio, entre eles Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Iraque. O fechamento do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, também influenciou as cotações internacionais.
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