Durante depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS nesta quinta-feira (6), o ex-ministro do Trabalho e da Previdência, Onyx Lorenzoni, declarou que as irregularidades envolvendo descontos associativos em benefícios previdenciários são anteriores à sua gestão. Segundo ele, denúncias sobre o tema remontam a diferentes governos desde 2010, e, por esse motivo, a questão não teve relevância enquanto ocupava o cargo entre julho de 2021 e março de 2022.

Lorenzoni afirmou que o foco de sua administração foi reduzir o acúmulo de aproximadamente 2,5 milhões de processos pendentes no INSS e reorganizar o ministério, que, segundo ele, enfrentava falhas estruturais. “Quando assumimos, o presidente pediu prioridade para destravar os pedidos de aposentadoria e revisar os consignados”, disse o ex-ministro. Ele também reiterou que não houve destaque interno para a pauta de descontos associativos durante seu período à frente da pasta.
O ex-ministro ainda foi questionado sobre uma doação de R$ 60 mil feita por Felipe Macedo Gomes, ex-presidente da Amar Clube de Benefícios, entidade investigada por suposto desvio de recursos de aposentados. Lorenzoni negou qualquer relação com o empresário e afirmou não conhecê-lo. “Nunca pedi recursos a pessoas envolvidas com irregularidades”, declarou.

A CPMI segue colhendo depoimentos de ex-integrantes do governo e de representantes de associações suspeitas de participação no esquema, que teria causado prejuízos a milhares de beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social em todo o país.
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