A Justiça do Trabalho de Minas Gerais manteve a demissão por justa causa de uma funcionária de um supermercado em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, acusada de beneficiar clientes ao trocar códigos de carnes nobres por produtos mais baratos no sistema. O caso veio à tona após o flagrante de câmeras de segurança que mostraram a trabalhadora pesando cortes como picanha utilizando códigos de carnes de menor valor, como coxão mole e paleta bovina.

Ao ser demitida, a funcionária acionou a Justiça pedindo a reversão da justa causa e indenização por danos morais, alegando perseguição da gerente e afirmando que os erros teriam sido apenas “equívocos procedimentais”. No entanto, a empresa apresentou imagens, depoimentos de colegas e até uma confissão da própria acusada, indicando que as trocas eram recorrentes e beneficiavam sempre os mesmos clientes.

Uma testemunha relatou que presenciou o ato irregular pelo menos três vezes, e que um dos clientes insistia em ser atendido somente pela funcionária. Com base nas evidências, o juiz João Rodrigues Filho, da 3ª Vara do Trabalho de Uberlândia, negou os pedidos da ex-funcionária e considerou que ela agiu de forma intencional e consciente.
A 6ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho de Minas confirmou a sentença. O caso segue agora para análise no Tribunal Superior do Trabalho (TST).