Um caso incomum ocorrido em Itajaí, no litoral de Santa Catarina, está gerando repercussão e debate jurídico. Um jovem adotado aos 11 anos por uma juíza e uma advogada teve sua adoção anulada em um processo sigiloso concluído apenas 45 horas após atingir a maioridade.
Segundo as adotantes, Flávio teria solicitado o rompimento do vínculo familiar por não possuir laços afetivos com elas e desejar reaproximação com sua família biológica. As duas negam qualquer irregularidade e sustentam que a medida ocorreu dentro da legalidade.
Já a defesa do jovem apresenta uma versão diferente. De acordo com os advogados, Flávio teria sido pressionado a aceitar a anulação da adoção após iniciar um relacionamento amoroso. O rapaz afirma que recebeu um ultimato para deixar a residência e concordar com a retirada do sobrenome das mães adotivas.
Atualmente trabalhando como repositor de supermercado, Flávio busca na Justiça a anulação da sentença que desfez a adoção. No pedido, ele solicita o reconhecimento do vínculo jurídico com as adotantes, mas sem a obrigação de utilizar os sobrenomes delas em sua vida cotidiana.
O caso chama a atenção por envolver uma adoção formalizada durante a infância e posteriormente anulada após a maioridade, situação considerada rara e que levanta questionamentos sobre os limites legais da revogação de um vínculo adotivo no Brasil.
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