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Domingo, 03 de Maio 2026

👔 Política

Licença-paternidade em debate no Senado: proposta amplia benefício para até 75 dias

Tramitação em comissões e aumento gradual marcam projeto que visa equiparar licença à da maternidade

Redação TVGO
Por Redação TVGO
Licença-paternidade em debate no Senado: proposta amplia benefício para até 75 dias
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A Comissão de Direitos Humanos do Senado aprovou um projeto que propõe a ampliação da licença-paternidade de cinco para até 75 dias. A proposta ainda deve ser analisada pelas comissões de Constituição e Justiça, de Assuntos Econômicos e de Assuntos Sociais.

Segundo a Constituição Federal, a licença-paternidade é um direito de todo trabalhador, aguardando regulamentação específica em lei. Atualmente, o período é de cinco dias, podendo ser estendido por mais 15 dias para empregados de empresas participantes do Programa Empresa Cidadã.

O projeto, originado de uma proposta do senador Jorge Kajuru (PSB-GO), sugere um aumento gradual do período de licença-paternidade, equiparando-o à licença-maternidade de 120 dias. Nos dois primeiros anos de vigência da lei, a licença será de 30 dias; no terceiro e no quarto anos, de 45 dias; e após quatro anos, de 60 dias. A possibilidade de ampliação de mais 15 dias permanece para empresas que aderirem ao programa.

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A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) destacou que a implementação gradual visa minimizar o impacto financeiro nos cofres públicos.

Detalhes da Proposta:

  • A licença-paternidade pode ser dividida em até dois períodos, mediante solicitação do empregado.
  • O primeiro período deve ocorrer imediatamente após o nascimento do filho, e o segundo pode iniciar até 180 dias após o parto.
  • Em casos de nascimentos prematuros, a licença deve começar na data do parto e pode ser prorrogada pelo tempo de internação hospitalar.
  • Em situações de ausência da mãe ou adoção apenas pelo pai, a licença terá a mesma duração que a licença-maternidade.
  • O texto também propõe a proibição da demissão sem justa causa desde a comunicação do início do afastamento até um mês após o retorno ao trabalho.

 

 

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