O mês de março começou no domingo (1º) com predomínio de calor e ocorrência de chuva distribuída de forma desigual no Rio Grande do Sul. A tendência geral aponta que o período encerre com temperaturas e volumes de precipitação próximos das médias climatológicas na maior parte do Estado, segundo análises de institutos meteorológicos e centros de monitoramento climático.
A mudança gradual nas condições atmosféricas está associada ao enfraquecimento do fenômeno La Niña, apontado por modelos climáticos como um evento de baixa intensidade e curta duração. Com a perda de força do resfriamento das águas do Pacífico, a expectativa é de transição para um cenário de neutralidade climática nas próximas semanas.
Nos primeiros dias do mês, a previsão indica temperaturas elevadas e baixos volumes de chuva. A instabilidade deve aumentar durante a segunda semana, principalmente na metade Norte do Estado. Depois desse período, a tendência é de intervalos mais prolongados de tempo firme, com precipitações menos frequentes até o fim de março.
De acordo com o Sistema de Monitoramento e Alertas Agroclimáticos do Rio Grande do Sul (Simagro-RS), as regiões da Fronteira Oeste e da Campanha podem registrar acumulados ligeiramente abaixo da média, mantendo um cenário de precipitação reduzida já observado anteriormente. Em contrapartida, áreas do Norte e Nordeste do Estado apresentam maior probabilidade de volumes acima do habitual. Nas demais regiões, os acumulados devem permanecer dentro do padrão esperado, com médias mensais entre 100 e 150 milímetros, conforme dados climatológicos do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
A previsão também aponta aumento gradual da frequência de frentes frias com a aproximação do outono. Esse processo favorece a formação de ciclones extratropicais no Sul do Brasil, fenômeno comum na região ao longo do ano e mais recorrente conforme o inverno se aproxima. A combinação entre calor e avanço desses sistemas mantém a possibilidade de episódios de temporais durante o mês.
Em relação às temperaturas, os modelos meteorológicos apresentam divergências quanto aos desvios em relação à média histórica. Parte das projeções indica valores dentro ou ligeiramente abaixo da média, enquanto outras apontam períodos com temperaturas superiores. Apesar das diferenças, há consenso de que os primeiros dias de março devem registrar máximas próximas dos 30 °C.
Análises do Centro de Previsão e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CPTEC/Inpe) indicam que o mês pode terminar com temperaturas dentro ou acima da média, embora sejam esperadas oscilações térmicas ao longo das semanas, incluindo entradas ocasionais de ar mais frio e quedas pontuais nas temperaturas.
Na metade Sul, a previsão inclui noites mais frescas, contrastando com tardes quentes, característica típica da transição entre verão e outono. Para a Região Metropolitana, as estimativas indicam máximas médias de 29,2 °C, mínimas de 19,5 °C e média mensal de 23,5 °C. Na Serra Gaúcha, as máximas devem ficar próximas de 25 °C e as mínimas em torno de 16 °C. Já na Fronteira Oeste, as máximas permanecem próximas dos 30 °C, com mínimas entre 18 °C e 20 °C e média geral de 23,3 °C.
O encerramento de fevereiro ocorre com predomínio de sol em todo o Estado, presença de nuvens isoladas e temperaturas amenas durante o amanhecer, especialmente em áreas de maior altitude, cenário que antecede o início do novo padrão climático previsto para março.
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