Uma mulher de 50 anos foi presa sob suspeita de provocar a morte do próprio filho, de 9 anos, após a ingestão de uma bebida que teria sido adulterada, na madrugada de segunda-feira (2), no bairro Santo Agostinho, em Conselheiro Lafaiete, na Região Central de Minas Gerais. A filha da suspeita, de 14 anos, também ingeriu parte do que foi oferecido, passou mal e foi encaminhada para atendimento médico.
De acordo com informações da Polícia Militar, a ocorrência começou quando a adolescente abordou uma viatura que realizava patrulhamento na região e pediu ajuda. A jovem informou que a mãe e o irmão estavam passando mal dentro da residência da família.
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Os policiais foram até o imóvel e encontraram a criança e a mulher desacordadas no interior da casa. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e iniciou o atendimento. O menino apresentava parada cardiorrespiratória e morreu ainda no local.
A adolescente relatou aos policiais que, horas antes do episódio, a mãe havia oferecido a ela e ao irmão uma vitamina e um refrigerante, afirmando que fariam uma comemoração. Segundo o depoimento, a jovem ingeriu apenas a vitamina e tentou beber o refrigerante, mas interrompeu após perceber gosto e odor diferentes, além da presença de espuma na bebida. O irmão teria consumido os dois líquidos.
Ainda conforme o relato, a mãe não costumava permitir que o menino consumisse refrigerante, mas naquela ocasião teria insistido para que ele bebesse.
Durante a ocorrência, um conhecido da família compareceu ao local e informou aos policiais que a mulher é farmacêutica e proprietária de farmácias na cidade, o que lhe daria acesso a medicamentos controlados. Ele também relatou que a suspeita estava separada do ex-companheiro havia cerca de dois anos e já teria manifestado intenção de tirar a própria vida e a dos filhos, tendo passado por internação anteriormente.
Dentro da residência, policiais localizaram cartas com conteúdo de despedida direcionadas a familiares e ao ex-companheiro da mulher.
A Polícia Civil realizou perícia no imóvel e recolheu materiais que serão submetidos a exames laboratoriais, incluindo amostras das bebidas e alimentos encontrados no local. As cartas também foram encaminhadas para análise.
A mulher foi presa em flagrante por homicídio, mas não foi conduzida imediatamente à delegacia devido ao estado de saúde. Ela permanece internada sob escolta policial.
A adolescente recebeu atendimento médico e ficou em observação. O corpo do menino foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exames para determinar a causa da morte.
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