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Segunda-feira, 24 de Agosto 2026
🚔 Segurança e Justiça

Ministério Público denuncia duas educadoras por maus-tratos em escola infantil de Cachoeirinha

Investigação reuniu oito horas de gravações e depoimentos de 19 pessoas; caso segue para análise da 2ª Vara Criminal do município

Redação TVGO
Por Redação TVGO
Ministério Público denuncia duas educadoras por maus-tratos em escola infantil de Cachoeirinha
Arquivo/MPRS
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O Ministério Público do Rio Grande do Sul encaminhou à 2ª Vara Criminal de Cachoeirinha uma denúncia contra duas educadoras de uma escola municipal de educação infantil, apontando a prática de maus-tratos a crianças sob responsabilidade da instituição. A iniciativa partiu da Promotoria de Justiça local, após a análise de materiais e relatos que indicam condutas incompatíveis com a função pedagógica.

Segundo o inquérito policial, os episódios ocorreram de forma reiterada até 7 de julho de 2025, dentro das dependências da escola. As investigadas teriam utilizado linguagem ofensiva, ações consideradas abusivas como método disciplinar e práticas que, segundo a apuração, colocaram em risco a integridade física e emocional dos alunos.

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A polícia anexou às investigações cerca de oito horas de gravações de áudio feitas clandestinamente pela mãe de um aluno, que colocou um dispositivo na mochila da criança após desconfiar do comportamento das profissionais. Os registros mostram ordens em tom elevado, sons de batidas e expressões verbais dirigidas às crianças.

Os depoimentos coletados durante o inquérito — 19 no total, entre familiares, funcionários e integrantes da direção — reforçaram informações sobre alterações no comportamento dos alunos e relatos de resistência em frequentar a escola. A polícia concluiu que as duas educadoras tiveram participação direta nos atos descritos e as indiciou por maus-tratos. Uma terceira profissional, também afastada preventivamente, foi excluída do indiciamento após análise do conteúdo, por não apresentar condutas semelhantes.

As denunciadas negaram as acusações. O delegado responsável afirmou que, embora os episódios identificados não tenham ocorrido ao longo de todo o período escolar diário, os registros apontam excesso no modo de correção utilizado, especialmente considerando que as crianças têm aproximadamente um ano e meio de idade.

As três servidoras haviam sido afastadas de suas funções por 60 dias durante o andamento das investigações. Até a última atualização, a prefeitura de Cachoeirinha não havia se pronunciado sobre a denúncia apresentada pelo Ministério Público. O processo aguarda avaliação do Judiciário.

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