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Sexta-feira, 16 de Janeiro 2026

🚔 Segurança e Justiça

MPRS denuncia casal de influenciadores por associação criminosa, lavagem de dinheiro e exploração de jogos de azar

Influenciadores de Canoas são acusados de desviar até 97% do valor arrecadado com sorteios online

TVGO - Redação
Por TVGO - Redação
MPRS denuncia casal de influenciadores por associação criminosa, lavagem de dinheiro e exploração de jogos de azar
Reprodução/redes sociais
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O Ministério Público do Rio Grande do Sul apresentou denúncia contra dois influenciadores digitais da cidade de Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, por suspeita de envolvimento com associação criminosa, lavagem de dinheiro e exploração de jogos de azar. A denúncia foi formalizada ao Poder Judiciário no final de junho, após o rompimento de um Acordo de Não Persecução Penal, motivado pelo descumprimento de medidas impostas anteriormente.

Segundo o MP, as investigações indicam que rifas virtuais eram utilizadas como meio para a realização de movimentações financeiras não autorizadas e para sustentar atividades fora dos parâmetros legais. O casal, que está preso, já havia sido alvo de medidas cautelares, como bloqueio de redes sociais, imposição de uso de tornozeleira eletrônica e retenção de passaportes.

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Além dos dois influenciadores, outras quatro pessoas também foram denunciadas. Três delas são acusadas de lavagem de dinheiro, e duas, por envolvimento com jogos de azar. De acordo com o Ministério Público, a continuidade das práticas, mesmo após a imposição de medidas judiciais, motivou a reabertura do inquérito. Vídeos divulgados nas redes sociais teriam servido como evidência nesse processo.

Conforme a legislação vigente, rifas só podem ser realizadas mediante autorização do Ministério da Fazenda. A prática identificada nas investigações violaria essas normas, especialmente pela destinação dos recursos captados. Inicialmente, os valores das rifas eram transferidos diretamente para contas bancárias do casal. Posteriormente, em 2024, eles teriam recorrido a uma empresa de títulos de capitalização com o objetivo de atribuir legalidade ao modelo adotado.

A estrutura criada adotava o modelo conhecido como “filantropia premiável”, pelo qual uma parte dos valores arrecadados deveria ser repassada a entidades sociais. Documentos obtidos pela polícia apontam que, embora o percentual informado fosse de 33,4%, apenas 2,4% do total teria sido efetivamente destinado à entidade beneficiada. O restante teria retornado aos investigados por meio de contratos publicitários.

O inquérito ainda indica que os valores oriundos das rifas eram integrados ao fluxo financeiro de empresas administradas pelo casal, que atuam na área de serviços e comercialização de produtos. Essa prática, segundo os investigadores, caracterizaria lavagem de dinheiro.

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul foi procurado para informar o estágio atual do processo, mas até o momento não houve retorno.

A defesa dos denunciados afirmou que recebeu a denúncia com surpresa, alegando que o próprio Ministério Público havia anteriormente promovido o arquivamento de parte das acusações. Os advogados sustentam que o processo demonstrará ausência de fundamentos para a acusação formal.

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