Duas mulheres responsáveis por uma escola infantil localizada no município de Alvorada, na Região Metropolitana de Porto Alegre, foram presas preventivamente nesta terça-feira (3) durante ação do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS). A operação contou com atuação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e apoio da Brigada Militar. Uma das investigadas foi detida em Alvorada e a outra no município de Canoas.
As duas atuavam na administração da creche e também no atendimento direto às crianças, com idades entre dois e cinco anos. Conforme o Ministério Público, elas são investigadas por ministrar medicamentos sem prescrição médica, além de suspeita de agressões físicas e psicológicas e outras práticas contra os alunos.
A investigação é conduzida pela 3ª Promotoria de Justiça Criminal de Alvorada. O pedido de prisão preventiva foi apresentado após a reunião de depoimentos, registros em imagens e documentos coletados durante as apurações. Segundo o Ministério Público, o material aponta que medicamentos destinados a outras crianças teriam sido administrados para manter alunos dormindo ou reduzir a agitação durante o período de permanência na escola.
As investigações tiveram início após relatos de mães que procuraram a Polícia Civil ao perceber mudanças no comportamento dos filhos. A partir das denúncias, foram reunidos depoimentos de responsáveis, registros internos do estabelecimento e mensagens trocadas entre funcionárias. Entre os elementos analisados estão imagens de crianças sedadas, compartilhamento de utensílios e conversas sobre aumento de dosagem de medicamentos.
De acordo com o Ministério Público, além dos indícios de autoria e materialidade, houve avaliação de risco à ordem pública e à condução da investigação, uma vez que as investigadas teriam tentado influenciar testemunhas durante o processo. A Justiça acolheu o pedido de prisão preventiva para interromper as práticas investigadas e garantir a proteção das vítimas.
Os fatos são apurados em investigação que inclui suspeitas de lesão corporal e possíveis infrações previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), além da apuração do crime de tortura.
A creche investigada, identificada como Rafa Kids, foi interditada pela Vigilância Sanitária em dezembro do ano passado, após o início das denúncias. O estabelecimento permanece fechado desde então. De acordo com registros, o local havia sido interditado anteriormente em 2024 e posteriormente retomado as atividades.
A Polícia Civil informou que o inquérito ainda está em andamento e que outras diligências seguem sendo realizadas. A defesa das investigadas informou que ainda não teve acesso ao processo.
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Denunciar é rápido, sigiloso e salva vidas. Em caso de urgência ligue para o 190 (Brigada Militar). Em outros casos, procure o Conselho Tutelar, a Promotoria de Justiça ou Delegacia de Polícia mais próxima, ou ainda disque 100.
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