Uma pesquisa liderada pela UFRJ está chamando a atenção da comunidade científica e jurídica. Dois pacientes diagnosticados com lesão medular completa apresentaram sinais de melhora após o uso da polilaminina, um composto que visa estimular a regeneração da medula espinhal.
Os casos registrados:
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Luiz Fernando Mozer (37 anos): Acidentado no motocross, relatou sensibilidade e contração muscular na coxa menos de 48h após a aplicação.
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Paciente de 35 anos (Rio de Janeiro): Vítima de queda de moto, apresentou leve movimento no pé e sensibilidade nas pernas.
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Paciente de 35 anos (Minas Gerais): Recebeu a substância há menos de uma semana e ainda não apresentou respostas motora ou sensitiva.
Entenda a substância: A polilaminina é de origem placentária humana e foi desenvolvida sob coordenação da bióloga Tatiana Coelho de Sampaio. O objetivo do composto é atuar em casos recentes de paraplegia e tetraplegia. Os procedimentos atuais foram realizados pelo neurocirurgião Bruno Alexandre Côrtes.
O impasse com a Anvisa: Embora existam quatro decisões judiciais autorizando o uso, a substância ainda não possui autorização da Anvisa para testes amplos em humanos. A equipe científica alerta que o uso via Justiça, apesar de esperançoso, pula etapas do rigor científico e pode expor pacientes a riscos desconhecidos. O avanço para a fase clínica oficial ainda depende de validação formal dos órgãos reguladores.
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