A Polícia Civil do Rio Grande do Sul lançou, em parceria com a Ordem dos Advogados do Brasil — Seccional Rio Grande do Sul (OAB/RS), a campanha “A melhor proteção é a informação”, voltada à prevenção de fraudes digitais conhecidas como Golpe do Falso Advogado. O anúncio ocorreu na quinta-feira (26), na sede da entidade, com a participação de representantes das duas instituições.
Estiveram presentes o chefe da Polícia Civil, Heraldo Chaves Guerreiro, a subchefe Patrícia Tolotti e o presidente da OAB/RS, Leonardo Lamachia. Durante o evento, foram apresentadas ações voltadas à orientação da população e ao enfrentamento desse tipo de crime, que tem sido registrado em diferentes regiões do estado.
O diretor da Divisão de Repressão aos Crimes Cibernéticos, delegado Felipe Bringhenti, explicou o funcionamento das fraudes e detalhou medidas de prevenção. Segundo ele, a campanha busca ampliar o acesso à informação pública sobre crimes digitais, além de divulgar estratégias já adotadas pelas forças de segurança e iniciativas previstas para os próximos meses.
De acordo com as autoridades, os criminosos utilizam dados reais de profissionais do Direito, fotografias e páginas que reproduzem a aparência de sites institucionais para estabelecer contato com vítimas. Entre os recursos identificados estão mensagens falsas, clonagem de voz, áudios manipulados e vídeos produzidos com ferramentas de inteligência artificial.
A OAB/RS informou que uma das práticas mais recorrentes envolve o chamado espelhamento de tela. Nessa modalidade, o suspeito solicita que a vítima compartilhe a tela do celular sob justificativas relacionadas à confirmação de valores ou regularização de processos. Com o acesso, o criminoso consegue visualizar senhas e acompanhar operações financeiras em tempo real.
As orientações divulgadas incluem não compartilhar a tela do dispositivo, evitar acessar links enviados por desconhecidos e confirmar qualquer solicitação diretamente com escritórios ou profissionais por canais oficiais. Também foi recomendado cuidado com pedidos de pagamento antecipado e comunicações que indiquem urgência em processos judiciais ou transferências financeiras.
Nos casos em que houver transferência via Pix, a recomendação é reunir comprovantes, localizar a operação no extrato bancário e registrar imediatamente a contestação pelo aplicativo do banco, utilizando mecanismos como o sistema de devolução especial (MED) ou a opção de contestação da transação. As instituições financeiras devem analisar os pedidos dentro de prazo que pode variar entre sete e onze dias.
Segundo informações repassadas pela Polícia Civil em Guaíba, a delegacia local tem recebido registros relacionados a esse tipo de fraude, com aumento gradual no número de ocorrências relatadas por moradores do município. A campanha busca reduzir novos casos por meio da disseminação de orientações preventivas à população.
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