A Polícia Civil do Rio Grande do Sul concentra esforços na localização do crânio de Brasília Costa, 65 anos, vítima de homicídio esquartejado em Porto Alegre. As diligências são realizadas em depósitos e aterros sanitários que recebem resíduos da Capital, seguindo a informação do principal suspeito, o publicitário Ricardo Jardim, 66 anos, preso preventivamente desde 4 de setembro. Jardim afirmou ter descartado o crânio em um contêiner de lixo nas proximidades da Usina do Gasômetro.

De acordo com o delegado Mario Souza, diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a Polícia Civil conta com o apoio de empresas de limpeza urbana, cujos funcionários monitoram e comunicam eventuais achados que possam auxiliar nas buscas. Além disso, peritos do Instituto-Geral de Perícias (IGP) estão disponíveis para acompanhar qualquer suspeita de localização dos restos mortais.
Até o momento, parte do corpo da vítima já foi encontrada em diferentes pontos da cidade: o tronco estava dentro de uma mala no guarda-volumes da Estação Rodoviária de Porto Alegre, enquanto restos mortais foram localizados em sacolas de lixo na Zona Leste e as pernas foram encontradas em dois pontos distintos da Zona Sul. A Defensoria Pública, responsável pela defesa de Jardim, informou que só se manifestará nos autos do processo.
O histórico do suspeito inclui condenação em 2018 a 28 anos de prisão pelo homicídio e concretagem da mãe. Jardim foi liberado em 2024 após conseguir progressão ao regime semiaberto.
Além das buscas físicas, a investigação concentra atenção em rastrear as movimentações financeiras de Jardim. Autoridades consideram que as transações podem esclarecer a dinâmica do crime, especialmente sobre compras realizadas com recursos próprios ou da vítima. Segundo o delegado, essa análise deve ajudar a reconstruir o circuito financeiro e relacioná-lo aos atos do homicídio.
Investigadores também apontam que, um dia após deixar a mala com o tronco na Estação Rodoviária, Jardim realizou pesquisas na internet sobre identificação de pessoas e exames de DNA, informação que integra as diligências em andamento.

O caso segue sob investigação, com equipes da Polícia Civil, do IGP e de empresas de coleta de resíduos trabalhando em conjunto para localizar todos os restos mortais e aprofundar o entendimento sobre a execução do crime.