A Corregedoria-Geral da Polícia Penal determinou o afastamento preventivo de um policial penal suspeito de possível participação na fuga de um detento da Penitenciária Modulada Estadual de Charqueadas (PMEC), na Região Carbonífera do Rio Grande do Sul. A medida foi adotada no âmbito da investigação que busca esclarecer as circunstâncias do desaparecimento do preso e preservar a condução das apurações.
Em nota oficial, a Polícia Penal informou que o servidor foi retirado temporariamente de suas funções habituais para assegurar a isenção do processo investigativo. A instituição não divulgou detalhes sobre a conduta atribuída ao agente, alegando a necessidade de sigilo para não comprometer o andamento dos trabalhos realizados pela Corregedoria-Geral.
A investigação envolve a fuga de Willian Ramos Silveira, de 29 anos, apontado pelas autoridades como uma das lideranças da facção Bala na Cara, com atuação na região de Cachoeirinha. O detento cumpria pena em regime fechado por homicídio qualificado e, conforme os registros do sistema prisional, ainda possuía mais de 34 anos de pena a cumprir.
A ausência do apenado foi identificada durante uma conferência de rotina realizada na unidade prisional no início deste mês. A partir da constatação do desaparecimento, servidores revisaram documentos internos e localizaram um lançamento efetuado em 27 de maio, que registrava uma suposta remoção hospitalar do preso. O documento, entretanto, não indicava a unidade de saúde para a qual ele teria sido encaminhado, tampouco apresentava comprovação de que o deslocamento tenha sido efetivamente realizado.
As inconsistências encontradas nos registros passaram a integrar a linha de investigação sobre eventual facilitação da fuga. O caso é apurado conjuntamente pela Corregedoria-Geral da Polícia Penal e pela Polícia Civil, que buscam identificar possíveis responsabilidades administrativas e criminais relacionadas ao episódio.
Este não é o primeiro registro de evasão envolvendo o detento. Em 2024, Silveira descumpriu as condições impostas durante o cumprimento de prisão domiciliar e permaneceu foragido por aproximadamente um ano. A recaptura ocorreu em julho de 2025, após uma ação policial em que, segundo informações das forças de segurança, ele teria efetuado disparos de fuzil contra uma guarnição da Brigada Militar.
Até o fechamento desta edição, Willian Ramos Silveira permanecia foragido. As forças de segurança seguem realizando diligências e ações de busca para localizar o detento e esclarecer as circunstâncias que possibilitaram sua saída da unidade prisional.
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