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Sexta-feira, 05 de Dezembro de 2025

👔 Política

Prefeito afastado de Sorocaba usava redes sociais para projeção enquanto chefiava desvios milionários, diz Polícia Federal

Relatório da PF aponta que Rodrigo Manga comandava esquema de propinas em contratos de saúde, transporte e lixo. Foram apreendidas planilhas de "contabilidade paralela" e o gestor é acusado de usar exposição online para descredibilizar investigações.

TVGO - Redação
Por TVGO - Redação
Prefeito afastado de Sorocaba usava redes sociais para projeção enquanto chefiava desvios milionários, diz Polícia Federal
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A Polícia Federal (PF) afirma que o prefeito afastado de Sorocaba, Rodrigo Manga, utilizava sua projeção nas redes sociais como fachada, enquanto comandava um esquema de desvio milionário envolvendo contratos públicos. A denúncia consta no relatório da operação que culminou no afastamento do gestor e na prisão de pessoas próximas a ele.

O esquema de corrupção e desvios envolvia contratos de diversas áreas cruciais, incluindo saúde, transporte coletivo, coleta de lixo, engenharia e vigilância.

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Detalhes do Esquema e Prisões

A investigação da PF apreendeu planilhas descritas como "contabilidade paralela", contendo registros cifrados de propinas ligadas a diferentes contratos municipais. Entre os apontamentos, estão valores associados ao gerenciamento de unidades de saúde, ao sistema de transporte coletivo, ao serviço de coleta de lixo e a contratos de engenharia ligados ao órgão de saneamento da cidade.

A operação levou à prisão de indivíduos próximos ao prefeito, incluindo um empresário e um pastor, que, segundo as investigações, ajudavam na lavagem do dinheiro. Além disso, uma cunhada do prefeito continua foragida desde a deflagração da operação.

Os investigadores afirmam que o esquema teve início em 2021, com operadores financeiros sacando valores superfaturados para repassá-los aos envolvidos.

Uso Polêmico das Redes Sociais

A PF destaca ainda que o prefeito usava a própria exposição nas redes sociais não apenas para construir uma imagem pública, mas também para tentar descredibilizar as investigações enquanto monetizava vídeos em que se dizia alvo de injustiça.

Em sua defesa, a assessoria de Rodrigo Manga nega as acusações, alega perseguição política e questiona a competência da Justiça Federal no caso.

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